Despedida

ښltima viagem, último cantinho da Espanha que eu não tinha explorado ainda… Também quis ficar perto de Madrid, para evitar problemas e perder o vôo pra casa. No caminho, passei pelo aeroporto e já deixei minhas todas as minhas malas no guarda-bagagem. Viajei só com minha mala de mão.
Enfim, fui pra Valência. É uma cidade mais moderna que a média espanhola. O museu é enorme e bem legal. É uma cidade litorânea… acho que era pra ver se eu voltava ao ritmo de Natal. :lol:

Na volta ao aeroporto, tive que colocar as duas malas em balanças que não estavam sendo usadas pra não passar do limite de peso: as duas ficaram com exatos 32 quilos… isso porque eu entrei no avião vestindo os DOIS casacos mais pesados que eu tinha, e minha bolsinha à tira colo tava cheia de livros, pesando mais que a “bagagem de mão”!

Seguindo a seta amarela

Penúltimo fim de semana de viagem. Fernanda e eu arrumamos as malas e enfrentamos La Coruña e Santiago de Compostela num fim de semana só.
La Coruña não chamou muito minha atenção… A área do farol é mesmo muito bonita, mas, não sei não, é difícil pra uma Natalense se impressionar com praia.

Gostei mais de Santiago de Compostela.

A catedral é belíssima, de todos os ângulos, mesmo que a linguagem da Galí­cia seja meio esquisitinha (hoxe? sério?). No fim das contas, o divertido mesmo foi andar um pedacinho do caminho de Santiago de traz pra frente, procurando uma seta amarela pra tirar foto. :lol:

Cervanteando…

Cansada de tanta viagem, passei um fim de semana mas tranquilo, por perto de Salamanca mesmo. Mas o tema era Cervantes: visitei a cidade em que Cervantes nasceu e a que ele morou a maior parte da vida.

Alcalá de Henares é uma cidadezinha bem pequena (de verdade) e a única atração é a casa de Cervantes, que também não é lá essas coisas. Mas as possibilidades de fotos com Dom Quixote e Sancho Pança muito bem sentados num banco de praça na frente da casa pagam a viagem!

Valladolid é maior e tem mais coisas pra ver: praças, catedral… Mas o ponto alto é mesmo a casa de Cervantes. Essa não tem estátuas, mas a casa virou um museu e tem plaquinha oficial. :lol:

Berlim

E a primeira viagem do ano foi a Berlim. Meu amigo Wagner já morou por lá, e, quando ele soube que eu ia, pediu a uma amiga que me mostrasse a cidade. Ela era bem legal e falava português, já que fez intercâmbio no Brasil. Ou seja: pelo menos por um dia, eu tive uma guia local e (a melhor parte) não tive que me preocupar em não entender nada!

Sinceramente, achei que a cidade tem um climão pesado, de história triste. Os monumentos dedicados a fatores relacionados a guerra claro que são muitos. Mas o meu lugar favorito foi definitivamente o Check Point Charlie, talvez porque eles tenham conseguido fazer algumas coisas divertidas além do lição braba de história. Os “guardas” que ficam lá até carimbaram meu passaporte pra eu poder atravessar a rua (que é onde ficava o muro)! :lol: E o museu é bem legal, contando as histórias de pessoas que arriscaram a vida para passar pro outro lado do muro. Só fiquei frustrada porque a maior parte do muro que eu consegui ver foi essa:

Agora, se a passagem pela Austria deu aquela sensação de noite de Natal adiantada, essa passagem pela Alemanha teve uma sensação de manhã de Natal atrasada… A cidade estava em plena liquidação de inverno e eu dei uma aproveitada, é claro, inclusive comprando vários livros em inglês, artigo de luxo na Espanha.

E pra finalizar, uma confissão: eu me apaixonei… pelo bonequinho do sinal de pedestre!

Sul da França com direito a Mônaco

Pra terminar minhas férias de Natal, depois de Turin fui visitar a Costa Azul francesa. Usei Nice como QG e cada dia ia pra uma das cidadezinhas por perto. Além de Nice, visitei Cannes e Monaco. A verdade é que são todas muito bonitinhas, mas bem parecidas. Era Janeiro, pleno inverno, que apesar de não ser tããão frio assim, não combina muito com litoral, né? Choveu bastante, principalmente no dia que passei em Monaco. As fotos comprovam: estou ensopada em todas elas. Depois seguida para Marseille, que era uma cidade um pouco diferente das demais pelo simples fato de ser bem maior.

Lugar favorito entre todas essas cidades? Pergunta fácil. A estação de ônibus de Cannes.

em família

Cheguei em Turin dia 1o, completamente exausta. Mesmo, assim, preferi não dormir para não bagunçar totalmente o horário dos outros dias. Fiquei na casa de Roberto, mas cheguei antes dele — ele tocou em um Reveillon em Roma. Passei um tempo com a esposa dele. À noite comemos pizza e fizemos um passeio pelo centro da cidade, que ainda estava toda enfeitada para o Natal, mas de formas inusitadas. Minha decoração favorita foi a do zodíaco.

No dia seguinte, fizemos outro passeio à tarde. Andamos até uma parte um pouquinho mais afastada, onde tem a ponte. Depois vimos um castelinho de estilo medieval, que fica dentro de um parque lindo.

De noite meus anfitriões tinham um compromisso, mas eu resolvi visitar um dos museus da cidade, o Museu do Cinema, que, aliás, é muito divertido.

No último dia, ainda deu tempo de mais um passeiozinho antes de pegar meu trem para o sul da França.

Veneza – take 2

Antes de viajar para a Itália, combinei com umas brasileiras que também estão fazendo curso em Salamanca para passarmos o Reveillon juntas em Veneza. Como elas eram muitas, ficaram de resolver os detalhes, como albergue, e nos comunicaríamos mais perto da data. Tudo bem. Eu já tinha passado por lá no Natal, mas, em nome da bagunça, voltei no dia 31.

Cheguei já no final da tarde. Estava tentando me comunicar com as meninas há alguns dias, mas os telefones estavam todos fora de área, e ninguém respondi mensagens pela internet. Para aliviar o peso, troquei de roupa na estação de trem e deixei a mala no guarda-malas de lá mesmo. E como a festa era na Piazza de San Marco, fui para lá tentar achar alguém conhecido. Procurei, procurei, procurei e nada. Perto das dez horas, desisti. Achei um restaurante que estava aceitando gente sem reserva (milagre!), fiz uma bela refeição e voltei para a praça.

O show estava começando. Tinha dois apresentadores, que falavam umas besteiras e apresentavam uns videos. Sendo Veneza a Cidade do Amor, nada mais natural que entitulassem a festa de Ano Novo de Reveillon do Amor, com direito a coraçõezinhos projetados nos prédios ao redor. Foi divertido.

 meia-noite teve fogos, e depois uma banda. A festa terminou perto das 2 horas da manhã. A praça ficou muito suja. Fui seguindo a maré de gente à caminho da estação. Todos os hotéis, pousadas, albergues e similares tinham placas de “lotado” na porta. Sem muita alternativa, acabei mesmo na estação de trem. Estava LOTADA. Sentei no chão, assisti uns filmes no meu ipod. Quando o guarda-volumes abriu, peguei minha mala e fui embora no primeiro trem para Turin.

Só pra terminar a história: depois que cheguei na casa de Roberto, vi uma mensagem das meninas no meu orkut, datada de 3 da tarde do dia 31, avisando que tiveram um problema e acabaram ficando em Florença, e prá eu ir encontrar com elas lá. :roll: Fala sério, né?

Roma – take 2

Sem o grupo, voltei para dormir em Roma. Tinha programado visitar Siena no dia seguinte, mas acabei me enrolando na estação de trem (confusa!) e não consegui. Fazer o quê? Acabei pegando um ônibus turístico para procurar atrações que eu ainda não tinha visto. Enquanto estudava as paradas, acabei conhecendo duas brasileiras que estavam fazendo o mesmo percurso.
Demos uma volta completa, ouvindo todas as explicações. Na segunda volta, paramos logo na Boca da Verdade. Eu não podia deixar Roma sem testar minha mão. :lol: Depois (de novo, para mim) ao Coliseu. A iluminação dos monumentos em Roma é muito boa.

Jantamos ali por perto e eu voltei para o hotel… era afastado de mais da cidade, e eu estava sozinha.

excursionando

Chegando em Veneza, me encontrei com o grupo no Hotel. Estava um pouco curiosa para saber que tipo de gente viria. Eu não fazia idéia nem de que língua seria falada nesse grupo. Qual não foi minha surpresa ao me deparar com um monte de gente da América Latina, de todas as idades. Famílias inteiras, inclusive as avós, todo mundo falando espanhol. E o guia falava português. Ficou tudo muito fácil. :grin: Eles já vinham juntos desde Madrid, onde começou a excursão e eu peguei o bonde andando.

Era dia 24 de dezembro. Era para ter um jantar da excursão. Mas o guia descobriu que o restaurante estava fechado :!: , então o que é que cerca de 20 latinos fazem? Saem andando no meio da rua procurando um lugar pra fazer a festa. Passamos por um boteco qualquer — a primeira coisa aberta até então — e uma das senhoras resolveu entrar e se sentar. Todos os outros seguiram e, claro, eu fui atrás. As famílias me acolheram e, durante o jantar, vários deles (principalmente as avós) puxaram conversa comigo.

Falando em jantar, quando entramos no bar, alguém perguntou o que tinha pra comer lá. O garçom pensou um pouco e acabou oferecendo pizza, que, acredito eu, eles pediram em em diskpizza qualquer… mas o que vale é a intenção, né? Uma das mulheres ainda pediu para o garçom aumentar o volume e colocar alguma música latina. O pobre ainda tentou, mas o grupo não gostou da música e desistiu de tentar dançar. Voltamos para o hotel, porque o dia seguinte começava cedo.

Veneza

Visitamos Veneza pela manhã. Catedral, Piazza San Marcos (quem inventou que essa é mais bonita que a de Salamanca tinha perdido o juízo), Ponte dos Suspiros.

Descobri que tinha um único brasileiro no meio do grupo, que, pobre coitado, não falava espanhol e tava de saco cheio de não entender nada há mais de dez dias. Pulamos o passeio de gôndola (muito caro! :evil: ) e ficamos batendo perna (e nos perdendo) pela cidade.

Florença

Ainda antes do almoço seguimos viagem. Ritmo de excursão é bem puxado. Almoçamos num restaurante de beira de estrada, bem diferente dos que se acha nas estradas brasileiras. Chegamos em Florença há tempo de um verdadeiro jantar típico num restaurante meio fora da cidade. Tinha uma banda tocando música italiana e a comida estava bem gostosa.

Visitamos a cidade pela manhã. Só que dia 26 era feriado nacional de sei-lá-o-quê na Itália, e tava tudo fechado… só
abririam pela tarde, depois do nosso horário de ir embora. Confesso que foi meio frustrante ir para Florença e não poder ir no museu nem entrar na catedral. Vai ter que ficar para outra vez. Paciência. Pelo menos a cidade é bonita… e deu pra gente ver várias das estátuas famosas que tem por aqui, já que elas ficam em pátios ao ar livre. Além de, claro, alisar o javali, pra chamar dinheiro. Também adorei a vista de cartão postal de uma das pontes da cidade.

Roma

E como todos os caminhos levam a Roma… De Florença pegamos a estrada direto para lá, parando novamente para um almoço no caminho. :roll: Chegamos à capital italiana já à noite, mas tivemos direito a um citytour noturno e a visão inesquecível da Fontana de Trevoli iluminada.

O dia seguinte começou já em outro país. Calma. Tudo bem que a excursão estava seguindo um ritmo alucinado, mas não foi pra tanto. Foi só o Vaticano… Como disse a guia, não precisou mostrar o passaporte, mas cruzamos a fronteira. :smile: Foto do dia anterior à noite, do lado italiano da fronteira.

Começamos pelo museu, onde uma parte das estátuas tinha os olhos pintados (kinda freaky) e tem quadros até no teto. O museu leva até a Capela Sistina, que é lindíssima, mas também é proibidíssimo tirar fotos. Depois descemos para as catatumbas e direto para a Basílica de São Pedro… indiscritível. Apesar de que, acho que eu meio que me senti como em Notre Dame… mesmo linda e tal, mas… é grande de mais e tem obra de arte de mais. Sei não. Pra mim ainda parece mais um museu. Tá aqui a Pietá de Michelangelo. Ah, e fiquei com pena do pobre do São Pedro, que está ficando sem pé. Pena que não tirei foto disso.

Por sermos um grupo com guia oficial do Vaticano, pudemos entrar uma hora antes de todo mundo, enquanto aquela fila quilométrica se formava do lado de fora. Foi o momento que mais valeu a pena estar numa excursão, sem dúvidas. Bem, devido a esses privilégios, conseguimos fazer tudo isso antes das duas da tarde, deixando praticamente a tarde inteira livre. Eu e o outro brasileiro fomos, então, visitar o Coliseu.

Depois ainda caminhamos pela famosíssima Via del Corso e visitamos o Pantheon e mais umas duas igrejas pelo meio do caminho. A volta para casa que foi uma verdadeira aventura, com direito a passeio de bonde e de ônibus e ainda se perder à pé. Ô hotelzinho longe, viu? :evil:

Nápoles e Pompéia

Novo dia, nova aventura. Saímos cedo de Roma, passamos por Nápoles (tipo, citytour dentro do ônibus only, mal deu tempo de bater foto) e fomos para Pompéia. As ruínas são realmente impressionantes. E os pequenos detalhes são o que mais me chamaram a atenção. A guia local contou que acharam um forno fechado, com 86 pãezinhos carbonizados dentro. Inacreditável.

Pisa

O dia seguinte foi meu último dia com o grupo. Peguei uma carona com eles até Pisa, mas eles só deram uma rápida olhada na torre inclinada e foram embora. Eu fiquei, subi na torre, entrei na igreja e bati várias fotos… só fiquei um pouco frustrada porque não tinha quem batesse uma foto minha daquelas engraçadas, segurando ou empurrando a torre. Bummer. Mas, voltando ao que interessa… A primeira visão da Piazza dei Miracoli é mesmo de tirar o fôlego.

Where art thou, Romeo?

Todo o apelo turístico de Verona é simplesmente Romeu e Julieta. Ou melhor, é só Julieta. :mrgreen:

Ora, uma coisa totalmente inventada, já que são personagens fictícios… ou não? O pessoal de lá jura de pé junto que foi tudo baseado em uma família que existiu, e esse é o famoso balcão da casa em que moravam. :!: As paredes da entrada do pátio do balcão são todas pixadas com mensagens de amantes.

Na verdade, Verona é uma cidadezinha adorável, muito bonitinha e bem conservada. Uma grande surpresa. Claro que o tal “balcão de Julieta” é o lugar mais visitado da cidade, mas ela ainda tem um castelo medieval e uma arena romana… Sem contar com habitantes muito simpáticos e pessoas do setor hoteleiro que falam inglês. :lol: E muito hospitaleiros também. Cheguei atrasada no café da manhã mas me deixaram comer mesmo assim. E, tenho que dizer, foi o melhor café da manhã que eu tomei em toda a Itália. Isso porque era um “hotel-albergue”.

Como era véspera de Natal, todos os camelôs estavam dando brindes ou descontos… Comprei um cachecol de 3 euros e a moça ainda me deu um presentinho! :mrgreen: Depois do almoço segui para Veneza.

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