August 2007


5a do vinho

Visitei os vinhedos que tem aqui perto de Lausanne com Denise e Mário. Tem foto, claro!

Eles ficaram frustrados porque só teve uma loja aberta, mas, pra mim, que não ia comprar nada mesmo, foi melhor assim. :wink:

Enfim, quinta-feira bem básica… :lol:

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QR no estilo suiço

Eu tenho amigos em Natal que adoram “quebrar a rotina” na segunda-feira. Acho que eles vão gostar de saber que, nessa segunda, eu fiz uma “QR suiça”: fiz um passeio de barco e fui visitar um castelo numa cidade próxima à Lausanne. Olha eu e Denise almoçando no barco

Foi meu primeiro castelo de verdade, já que o de Locarno era só a fachada mesmo. :wink:

O Château de Chillon foi construído em Montreaux em meados do século 12. Entre seus visitantes célebres estão Jean-Jacques Rousseau, Mary Shelley, Victor Hugo, Alexandre Dumas e Byron. Esse último escreveu um dos seus poemas mais famosos, “Le Prisonnier de Chillon”, inspirado pelo Castelo.

Fotinhos da porta pequeninha (tudo dentro do castelo era pequeno), dos desenhos da parede do calabouço, das armaduras dos cavaleiros e da vista da janela. E especialmente para Fernando: uma pessoa pescando perto do castelo!

Tudo teria sido muito tranquilo se o barco que faz o trajeto não tivesse quebrado… calma, eu não estava dentro, mas fiquei esperando uma hora sem nenhuma notícia na frente do Castelo… :roll:

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Em busca da confluência

Depois de um mês na Suiça, mesmo com todas as suas encarnações diferentes, achei que era hora de ver algo diferente. Cruzei a fronteira para a França e fui visitar Lyon.

Cheguei já depois das 4 da tarde. Primeira parada: informações do turista. Mas antes era necessário achar o lugar, né? Já tô vendo que essa organização toda de ter as coisas de turista na própria estação de trem é coisa de suiço… e disso eu vou sentir falta. Mas pelo menos tinha um SOS turista, que me deu um mapa e apontou o caminho para o outro escritório. Beleza. Hora de pegar o mêtro, que significa comprar um passe nas máquinas, que, por sua vez, significa que eu precisava de moedas. Por que esse povo não se lembra que turista que acabou de chegar ainda não tem o dinheiro do lugar trocado?

Enfim, meus objetivos no balcão de turismo eram: comprar meu Lyon Card, conseguir meu sempre fiel companheiro, o mapa da cidade, confirmar meu citytour de sábado, e descobrir como andava meu francês. Logo, me dirigi a moça falando todo o meu francês suiço. Não é que colou?

Louise – Eu reservei meu citytour ontem, pelo telefone.
Moça – Okay…. (pausa para olhar o computador) Mas seu nome não tá na lista.
Louise РMas eu liguei ontem! (quase ficando com raiva porque o telefonema de cinco minutos para reservar isso gastou mais carṭo que um telefonema de mais de uma hora pro Brasil)
Moça – Mas não tá aqui… (pausa para verificar novamente). Ah, será…? (nova pausa de informática) Ah, seu nome tá na lista do tour em inglês!
Louise – Claro!
Mo̤a РEu tava procurando na do tour em franc̻s! Voc̻ quer ir mesmo nesse?
Louise – Sim.
Mo̤a РTem certeza que voc̻ ṇo quer trocar?

E eu ganhei o dia. :mrgreen:

Segunda parada: albergue. Atravessei a praça, cruzei o rio, subi a montanha (quase uma epopéia)… e nada. Hora de gastar todo o meu francês novamente, pedindo informações no meio da rua. Pergunto a primeira pessoa que passa. O cara me dá a informação que eu preciso, e fica puxando conversa, perguntando de jogador de futebol. Mas os franceses não eram todos antipáticos?

Bem, fiz meu check-in e me sentei na cama para estudar o mapa. Sempre um momento divertido. Lyon é uma cidade dividida em três: a cidade velha, a cidade nova e a península. Os dois rios que cruzam a cidade fazem essa divisão ficar ainda mais precisa e fácil de entender. O ponto de confluência dos dois rios é chamado de “místico” em vários lugares. Claro que chamou a minha atenção. Assinalei os lugares que queria ir. Cheguei a conclusão que tinha mais coisa para ver que tempo disponível no sábado, então voltei para a rua… Mas não sem antes bater uma foto da vista panorâmica do albergue.

Meu guia dizia que a Ópera ficava muito bonita com suas luzes à noite, e essa era minha única noite em Lyon, logo achei que uma boa idéia era andar até a Ópera, vendo as outras coisas que o caminho oferecia. O prédio do CCI se iluminou para mim. Também achei a igrejinha bonitinha, apesar de não saber o nome. As pontes também tem iluminação especial. Passei por uma Rua Gentil e pela Praça da Comédia. Também adorei a fachada dessa loja. Ainda passei na frente do Museu de Belas Artes e pela Place des Terreaux até finalmente chegar na Ópera, que, sinceramente, nem achei essas coisas todas, mas o caminho valeu o esforço. Antes de voltar, jantarzinho com direito a sobremesa chamada “a descoberta dos sorvetes”.

O dia começa cedo no sábado. No caminho para a Basílica de Notre-Dame de Fourvière, dou de cara com os teatros romanos. O resto da caminhada até a Basílica é longa e o sol é forte… Terminei suada, mas a vista compensou todo o esforço.


A Basílica, por dentro, também não deixa nada a desejar. E a torre metálica fica logo do lado.

O caminho continuou com uma sequência de Museus: o da Impressão (papiros! os primeiros jornais impressos!), o da Miniatura (tanta coisa fofa!) e o dos Irmãos Lumière (o primeiro filme do mundo!).

Continuação: Cidade Internacional. O nome faz parecer super-interessante, mas na realidade é só um lugar para fazer congressos/encontros. A coisa mais interessante é a estátua do homem laranja falando no celular. O Museu de Arte Contemporânea é lá também, mas estava fechado para troca de exposição. Damage. Me arrependi de não ter aproveitado esse tempo para ir na confluência, mas achei que nao teria sido suficiente mesmo. No metrô, uma senhora puxou conversa comigo sobre meu “sistema de carregar água na mochila”. Mas franceses não deviam ser antipáticos?

Hora do citytour pela cidade velha e seus “traboules”, que, segundo a propaganda, são passagens que eram utilizadas em épocas de guerra… mas nada mais são do que corredores que ligam, geralmente, dois prédios de apartamentos e duas ruas. Não achei lá essas coisas todas não. Minha parte favorita do tour foi a Catedral de Saint Jean, com seu relógio astrológico.

16:30, só dava tempo de tentar chegar à confluência antes de pegar o trem de volta. Depois de andar, andar, andar ainda mais e gastar mais do meu francês, descobri que não poderia chegar até o ponto que eu queria porque estão construindo o Museu da Confluência no local… Decepção. Mas pelo menos consegui bater uma fotinha de longe…

Nesse ponto, meu ticket de transporte para todo o dia já estava tão usado e abusado que não estava mais nem validando, então o jeito foi subir no primeiro ônibus para a estação de trem — tinha que ser ônibus, porque no mêtro eu teria que passar o ticket para entrar!

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Sessão de quarta

Minha primeira ida ao cinema na Europa. Woohoo! Demorou tanto porque aqui em Lausanne é très dificille achar filmes na língua original com legendas em francês. Todos são dublados. Pode uma coisa dessas? Hoje resolvi enfrentar o problema e fui assistir Ratatoulle com Denise. Desenho animado sempre tem uma linguagem mais fácil, né? Pas mal.
Assistimos o ratinho, mas tiramos foto com os Simpsons! hehehehehe.

Cidade grande, país pequeno

Atravessei a Suiça. Levou umas duas horas e meia. Igualzinho o Brasil, hein?

Sexta-feira sai direto da aula pra estação e embarquei num trem com duas conhecidas: Denise, brasileira, e Anna, suiça-alemã que mora em Winthertur, uma cidade a 20 minutos de trem de Zurich. Anna foi a anfitriã do fim de semana e deixou a gente ficar na casa dela. Um pouco depois das duas da tarde já estávamos em Winthertur. Deixamos as coisas em casa e ela nos mostrou a cidade, do jeito dela: Ah, eu acho que ali é um museu, mas eu não sei o nome…; Isso parece que é um teatro, mas nunca fui; Essa rua eu conheço, é a rua das lojas! E lá se vai o resto da tarde olhando loja… :roll:

Bem, na casa de Anna só cabia mais uma pessoa, então Denise ficou lá e eu fiquei na casa do pai de Anna. Casa velha, mas muito bonitinha, com um jardim enorme e lindo e árvores de verdade. Tipo, dava para tirar uma maçã do pé e comer ali mesmo. Eles também plantam uva e temperos. Enfim, me deixaram lá mais ou menos às 19hs, e marcamos de nos encontrar às 21:30. Quando eu estava quase saindo, me ligam e dizem: mais meia hora… Nisso o pai de Anna estava na cozinha (que é do lado da porta de saída) e pergunta se eu quero jantar. Hm, jantar de graça? Beleza! hehehehehe.

Finalmente saí­mos com três amigas dela. Fomos para um barzinho. Denise reclamou que queria dançar, então mudamos de lugar… pra outro barzinho pior ainda, que, claro, também não satisfazia o critério anterior. Na foto, da esquerda para a direita: Denise; eu; amiga de Anna que eu não decorei o nome; Tâmara, amiga argentina de Anna; Anna.

Sábado. Andamos um pouco mais nas lojas que Anna gosta (como se a sexta não tivesse sido suficiente) até a hora do cabelereiro de Denise. Ela está aqui na Europa há quatro meses e estava querendo aparar o cabelo. Bem, enquanto as duas ficavam lá, fui olhar um pouquinho o que tinha ao redor.

Hora de ir para Zurich! Woohoo… certo? Saímos da estação e demos de cara com a rodagigante. Pelo menos isso foi legal.

Continuamos andando pela cidade. Outro citytour parecido com o da sexta: Ah, ali é uma igreja, ali é outra, e ali é outra, mas não sei qual é qual. Só tinha uma coisa que ela sabia onde era: Bahnhofstrasse, a rua mais cara da Suiça (uma das lojas). Outra coisa que ela também sabia onde fica era a loja de chocolate mais famosa e cara da Suiça, a Sprüngli. Bem, a gente também andou um pouquinho (quase nada) pela pela beira do lago

3:30 e Anna diz: ah, agora a gente vai pro jogo de futebol do amigo do meu namorado. Hm… vamos não? Eu disse que, se não fosse problema, preferia ficar em Zurich (já que não tinha visto nada da cidade). A outra brasileira deu graças a Deus, porque ela também não tava a fim de ir. Então ficamos as duas. Denise ligou pra um amigo que mora em Zurich e fomos esperar por ele num parque perto da estação de trem, mas não sem antes passar pelas Informações ao Turista na estação de trem e descobrir que estava tendo jogo de futebol de areia.

Bem, pelo menos esse sabia o que eram as coisas. Ele levou a gente para a Igreja Gross Münster (ou algo do Gênero), mostrou o maior relógio da Suiça, um pouquinho da cidade velha, uma amostra de campeões de patins que estava tendo no meio de uma pracinha (essa, segundo ele, é a campeã nacional atual). Depois fomos para o Theater Spektakel, que é um parque onde acontecem apresentações circenses ao ar livre.

À noite, de volta à Winthetur, Anna levou a gente para uma festa argentina. Bem, só era argentina porque estávam tocando música espanhola, porque de resto era igual ao barzinho ruim da noite passada… Aja paciência.

Domingo foi dia de cruzar a fronteira e ir para Liechtenstein! Para mamãe ficar feliz! :lol: Denise ia ficar em Zurich mas resolveu ir comigo de última hora. Anna não foi, ia voltar para Lausanne logo cedo de carro com um amigo que vinha dirigindo.

Para os meus amigos psicólogos: no meio do caminho… não tinha uma pedra, mas tinha uma cidade chamada Rorschach.

Liechtenstein é um paisinho de 34 mil habitantes. Segundo Thiago é só um pouquinho mais que São Miguel. :wink: A capital, Vaduz, só tem duas ruazinhas grandes (é, ruazinhas grandes, porque até essas duas eram muito pequeninhas). A pena foi que estava tendo uma chuvinha, então nos contentamos em só fazer o passeiozinho de tremzinho. Fiquei um pouquinho frustrada de não ter subido até o castelo, mas não tinha transporte até lá. E traking na chuva não rola, né?

Suiça com soutaque italiano

Era o último fim de semana do Festival de Cinema de Locarno. Tinha data melhor pra eu ir pra Suiça Italiana? :cool:

A viagem de trem Lausanne-Locarno é, no mínimo, estranha. Primeiro porque é necessário sair da Suiça pra entrar de novo… Segundo porque, bem, a primeira parte da viagem (até Domodossola, Itália) é linda e maravilhosa, mas de Domodossola à Locarno… bem, continua sendo linda, mas o tremzinho é muuuuuito devagar… e desconfortável pra caramba. Enfim, tudo leva quase cinco horas, se você tiver sorte (ou pesquisar muito) e pegar os trens mais rápidos.

Cheguei em Locarno às 15:55, louca pra assistir uma exibição de curtas em português às 16:15. Se fosse em qualquer outra Suiça, com certeza eu teria conseguido. Mas, como eu aprendi nesse fim de semana, era a Suiça Italiana…

Lição de Suiça Italiana #1:
É mais Itália que Suiça. Tudo vira uma bagunça e não existe indicação de onde é nada.

Tipo, vamos comparar, d’accord? Aqui em Lausanne, as informações ao turista são na própria estação de trem. Em Locarno, são escondidas dentro de um cassino que fica em outra praça e não tem nenhuma plaquinha avisando pra que lado os pobres coitados que vem de outro canto devem ir. :lol:

Pois é. Acabei indo atrás das informações ao turista e não consegui pegar os filmes. Paciência. Então resolvi olhar um pouco a cidade. Andei na beira do lago até o Giardini Jean arp, que tem esculturas desse artista espalhadas entre as flores e as árvores.

Dois trens e uma hora depois eu estava em Lugano, onde ficava o albergue (meu primeiro albergue!). Fiz meu check-in, me acomodei (ou seja, tranquei tudo no armário com cadeado) e fui arrumar jantar na cidade. Não é que estava tendo um festival de música latina no meio de uma das praças? Bailamos era o nome do evento. Comi uma piadina (minha primeira piadina! …e provavelmente última também), olhei os suiços tentando dançar música espanhola, e fui olhar o lago (será que a Suiça é na verdade um conjunto de lagos?). Acabei já localizando as informações do turista de lá (que, claro, estava fechado), para facilitar minha vida depois.

No sábado, acordei e voltei direto para Locarno. Fui assistir um documentário: Someone Beside Me, produção suiça, sobre psicose. Muito bom. Quase não consigo chegar a tempo por causa da enrolação do povo do festival e da falta de sinalização da cidade, mas no fim deu certo.

Acabado o documentário, fui passear pela cidade com meu mapinha na mão e minha curiosidade como guia (já que um de verdade eu não tinha). Vi o Castello Visconteo (meu primeiro castelo!), do lado de uma Igreja que até agora eu não sei qual é… Não entendi porque não podia entrar, mas tudo bem. Sai andando por trás e estava na Cidade Velha. Vi um monte de gente com maquina fotográfica na mão saindo de uma portinha… entrei e era a Igreja de São Francisco. Linda. Continuei na mesma rua e acabei na Biblioteca, mas não pude entrar porque tava interditada pelo Festival. A praça principal, Piazza Grande, também estava ocupada pelo Festival, mas não estava interditada.

Lição de Suiça Italiana #2:
As cidades são conjuntos de praças, como essa ou essa, e tem uma hora que você não sabe mais a diferença de uma pra outra.

Depois peguei o teleférico e fui ver a Madonna Del Sasso. Tanto a vista quanto a Igreja são muito bonitas. Esse passeiozinho me fez perder a outra sessão de curtas que eu queria ver, Leopardos de Amanhã (o leopardo é o símbolo e o prêmio do evento), mas valeu a pena.

Muito tarde pros curtas, muito cedo pro outro filme (que só era dai a quatro horas) resolvi não esperar e voltei para Lugano. Mas as informações turísticas já tinham fechado novamente, e eu nem mapa da cidade tinha. :???: Solução? Andar na beira do lago. hehehehehe. Sério, a questão é que os lagos são os centros das cidades, então com certeza eu acharia boa parte das atrações por ali. Andei até o Parque da Cidade. Um parque na beira do lago, imagine só. Com um portão que abre para o lago, um jardim de pontos de interrogação e uma musiquinha muito agradável de fundo… descobri que na verdade era ao vivo, mas ninguém estava assistindo. Eu me sentei para assistir um pedacinho, mas uns 15 minutos depois o show acabou (será que foi porque eu sentei? hehehehe).

Continuei minhas andanças pelo lago e achei um tremzinho turístico pronto para fazer a última viagem pela cidade. Subi à bordo. Foi muito rápido, só 40 minutos, mas acabei descobrindo muito o que fazer no dia seguinte…

Domingo. Dia de conhecer Lugano. Comecei a andar pela cidade antes da minha amiga informações ao turista abrir. :roll: Então resolvi seguir andando pelo lado oposto do lago.

Estava eu procurando o teleférico que o tremzinho tinha me mostrado, quando, novamente, vi um monte de gente com câmera na mão e cara de turista saindo de uma reforma e seguindo um guia. Resolvi entrar. Era outra igreja, a da Santa Maria degli Angioli, que tem uma pintura deslumbrante na parede.

Lição de Suiça Italiana #3:
As Igrejas não são como as suiças, são como as italianas… ou seja: de cair o queixo.

Seguindo mais um pouco vi outro jardim parecido com o Jean Arp, uma estátua de George Washington (não me pergunte o que estava fazendo por lá), uma piscininha com uma estátua aquariana (hehe!), uma arvorezinha estranha (de novo, não pergunte) e direções para uma Vila Malpensata.

Finalmente, o teleférico de San Salvatore. Outra Igreja, e outra vista panorâmica, dessa vez a cidade de Lugano e vizinhanças (claro) e dos 50 lagos e rios que tem em volta. Quanta água!

Depois do teleférico voltei andando até as (isso mesmo) informações ao turista. Peguei um mapa e, surpresa, já tinha visto tudo o que tinha pra ver na cidade. hehehe. Então comecei minha viagem de volta. Peguei os primeiros dois trens para Locarno, mas cheguei lá quase uma hora antes do horário do próximo trem para Domodossola, então fui me despedir da Suiça que tem sotaque italiano tomando sorvete e olhando pro lago. :wink:

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cidade internacional

Sábado em Genebra. Sai de casa 8 da manhã, peguei o trem e cheguei em Genebra um pouquinho depois das 9. Genebra é do lado oposto ao Lago Lecman, e, como Lausanne, boa parte da cidade acontece na beira do lago.

Bem, fui direto pegar mapas e afins no centro turístico, e aproveitei para pegar o walking tour das 10hs. Passeamos pelo centro antigo, que, segundo a guia, ainda conserva algumas das paredes da época medieval.

Outros pontos importantes: a catedral (por dentro e por fora), a igreja calvinista (por dentro e por fora) e a Place du Boug-de-Four. Ah, e se não me falha a memória, o Acordo de Genebra foi assinado aqui.

Depois disso continuei por conta própria com algumas pessoas que eu conheci no citytour e que também estavam viajando sozinhas. Fomos ao famoso relógio das flores e, depois disso, visitamos as organizações internacionais que tem sede em Genebra:

  • a Cruz Vermelha, que abriga um museu — respondendo a perguntas, esse meu novo amigo é Jean Henri Dunant, fundador da CV e o primeiro ganhador do Nobel da Paz
  • e a ONU, que não é um museu, e sim a sede, mas que, sinceramente, podia ser um museu (hehehehe), já que a maior parte das coisas que mostram pra gente são presentes que a ONU ganhou no decorrer do tempo — eis o brasileiro.
  • Agora eu sendo importante, no auditório de reuniões da ONU. :razz:

    Essa foto, inclusive, me custou não ver o finzinho do tour. Mas me disseram que era só mais uma sala cheia de pinturas que foram presente da Espanha, então acho que valeu a pena. :cool:

    Ah, depois disso cruzei a fronteira com a França (olha a prova!) e subi num teleférico… Pense numa vista linda de Genebra.

    Voltei para a Suiça disposta a fazer passeios de trenzinho ao redor do Lago, mas, para minha surpresa, estava tudo fechado. Não é que estava tendo festa de rua em Genebra? Um monte de barraquinhas ao redor do Lecman, de todo tipo de coisa (inclusive churrasco), uma avalanche de gente na rua… Andei na Roda Gigante típica da cidade e num brinquedo chamado “Around the World”, fiquei admirando e tirando foto com o Lecman por um tempinho, depois voltei pra casa exausta e mal conseguindo andar, com bolha nos pés. Dormi o domingo quase todo, mas foi muito bom.

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    premier août

    Primeiro de agosto é feriado nacional na Suiça. Dia da fundação do país, ou, como eles chamam o “aniversário da Suiça”. Qualquer cidadezinha tem festa no meio da rua, e claro que em Lausanne não foi diferente. Então… festa! Woohoo!

    Mas como descrevê-la? Bem, a atração principal eram os fogos de artifício. Fora isso, tinha várias barraquinhas ao redor de um palco, alguns brinquedos de parque de diversões ao fundo, junto com uns DJs… Mas vocês notaram o detalhe? No meio da praça, na frente do palco, todo mundo estava sentado. Muito estranho isso.

    Enfim, e como tem brasileiro em todo canto… Barraca brasileira logo na entrada. Preço da caipirinha? 10 francos suiços. 17 reais!

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