October 2007


Indo para a Espanha

Na sexta-feira comecei a ir para a Espanha… Ou melhor, na quinta-feira, já que fui passar a noite no aeroporto. É, passar a noite, porque dormir com a malinha do lado era impossível. O check-in abriu às 4 da manhã e o vôo para Paris saiu às 6hs. Voltei para pegar minha segunda malinha, que eu tinha deixado por lá. Depois fui para a escola, usar a internet e encontrar o pessoal… Passei a tarde enrolando no apartamento das meninas até a hora de pegar o trem para Madrid, que só saiu à noite. Sorte que tinha “leito” e eu pude dormir… mesmo que não muito bem.

Chegamos em Madrid por volta das 10 da manhã, e eu ainda tive que pegar outro trem para Salamanca, o que se provou uma tarefa dificílima, já que eu estava com minhas duas malas e minha mochila e simplesmente não havia lugar para bagagem no trem… Ainda consegui colocar a mala pequena no bagageiro em cima da cadeira. A mala maior foi no lugar que deveriam estar minhas pernas, que foram, por sua vez, por cima da mala, e minha mochila… bem, era a cereja do sorvete, por cima de tudo.

Em Salamanca, não tinha mais condições de carregar tudo e finalmente cedi e peguei um taxi. Como sempre, conseguir entrar em casa foi um problema… Dessa vez, apertava a campainha da residência… de novo… mais uma vez… e nada. Passou um senhor e deixou a porta do prédio aberta. Entrei, para evitar o frio. Sabia que era no segundo andar, então comecei a levar minhas coisas para lá. Quando estava subindo a última mala, a dona da residência chegou e veio subindo atrás de mim. Ela perguntou logo se era eu a brasileira que ela estava esperando. Me mostrou meu quarto, me deu as chaves e logo perguntou se eu tinha orkut. :lol:

O cansaço era tanto, que logo depois do almoço (que aqui só começa às 2:30 da tarde), cai na cama e só levantei no dia seguinte.

the end

Quarta-feira. Denise voltou e nós passamos o dia inteiro enfurnadas dentro do teatro. Primeiro assistimos uma sessão de meio de tarde de Les Miserables, que dispensa apresentações. Depois Lauren se encontrou conosco, jantamos (de graça, diga-se de passagem) e assistimos Mamma Mia!, uma musical novo baseado em musicas do Abba. Tá fazendo tanto sucesso que tá virando filme. Realmente, é muito divertido.

Quinta-feira. Meu último dia em Londres. Fui na Westminster Abby, que é a igreja enorme onde todos os reis ingleses são coroados ou, como eu ouvi eles dizendo mais de uma vez, onde William vai ser coroado. Mas, só para variar, também é proibido tirar foto. Sinceramente, parece que é proibido bater foto na Inglaterra… não sei como deixam no meio da rua.

No fim da tarde, fui dar uma voltinha em um lugar chamado Notting Hill… mas, apesar de ter achado várias lojinhas de livros, não achei nenhuma portinha azul. :wink:

dias shakespearianos

Segunda-feira. Lauren trabalhando e Denise de volta à Cambridge, fico eu livre para ir no walkingtour A Londres de Shakespeare. :grin: Fizemos um passeio de barquinho pelo Thames (afinal, barco era o único jeito de chegar aos teatros na Londres shakespeariana) e andamos pelo bairro onde haviam os teatros em 1600. O guia, muito entusiástico, ainda recitava trechos de peças no meio do caminho… hehehehehe. Depois aproveitei a proximidade e entrei no The Globe, um complexo com um museu sobre Shakespeare e a reconstrução do teatro em que o Bardo apresentava suas peças.

Atravessei o rio e fui na St. Paul’s Cathedral. Depois fui no centro de informações ao turista (como é que eu aguentei até esse dia só Deus sabe) e comprei meu ingresso para a minha peça do dia… O West End pode até parar no domingo, mas na segunda volta com toda força! Assisti Rent.

Terça-feira. Dia de pegar o trem e ir a Stratford-Upon-Avon. :mrgreen: A cidade que Shakespeare nasceu. É bem pequenininha e totalmente voltada para o turismo de fãs. Na cidade existem as “3 casas de Shakespeare”: a que ele nasceu, a que ele comprou depois de famoso e a que a filha dele morou depois que se casou. Além disso ainda tem “a Igreja de Shakespeare”, que tem o túmulo dele dentro. Mais longe e que só dá para ir de carro (ou seja: não deu para mim) ainda tem mais duas casas: a que a mulher dele morava e a que a mãe dele nasceu. Anyway, voltando para as coisas que eu vi… eu na frente da casa em que o Bardo nasceu:

A casa que ele comprou tem um museu no segundo andar, com coisas divertidas como que e quantos acessórios você precisaria se fosse encenar todas as peças de Shakespeare?, mas era proibido tirar foto… As casas também tem jardins bonitos… o meu preferido foi o que tinha várias esculturas (Hamlet! Lear! Macbeth!) de peças/personagens importantes e uma outra de Shakespeare entre a comédia e a tragédia.

defying gravity

Sábado. Lauren ia ser guia de citytour, mas ela acordou mais baleada que eu e achou melhor ficar em casa. Tudo bem. Denise chegou para passar o fim de semana e nós fomos em um citytour por conta própria. Começamos pelo nosso café da manhã na França (essencial, né, Dê?) e fomos assistir a troca da Guarda. Ou melhor, fomos tentar assistir, porque é tão lotado que é praticamente impossível!

Próxima parada: Big Ben!

Segunda parada: Lojinha do Joey (de Friends)! :lol: É, a gente não resistiu e teve que bater foto (mas a gente nem entrou dentro do mapa… kkkkk).

Terceira parada: The London Eye. Sim, concordo, a vista é linda, mas é muito demorado! A gente cansou no meio…

Depois fomos atrás de comprar ingressos para um dos musicais do West End. Escolhemos Wicked. Muito bom!!! É a história das bruxas do Mágico de Oz, e eles vão construindo toda a mitologia original durante a peça. Muito bom mesmo! No final, coisa de quem não tem o que fazer: ficamos batendo foto com o cartaz. Dê até se deitou no chão para pegar o ângulo certo (já que não tinha quem batesse) e os pedestres começaram a perguntar se estava tudo bem… :lol:

No dia seguinte, começamos novamente com nosso café da manhã na França. Depois fomos direto para Greenwich, atravessar o meridiano 0 graus! Woohoo! — essa era a reação que o guia de lá esperava sempre que ele falava “0 graus”… muito engraçado. Lá também tem uma vista bonita de Londres. Anyway, óia meus pés um de cada lado da linha :mrgreen: :

Depois voltamos ao Palácio de Buckingham para bater fotos, já que a multidão do dia anterior não tinha deixado… e, já que não tinha mesmo peça (ainda não acredito que o West End feche no domingo, mas é verdade!), fomos num walkingtour inusitado: a Londres de Jack, o Estripador.

chegada em Londres

Vôo para a Inglaterra de manhã logo cedo! Woohoo!

Quer dizer, confesso que a animação não estava tããããããoooo grande assim porque eu acabei pegando um resfriado com a fila na chuva na Casa da Anne Frank… Mas, talvez especialmente por estar adoentadinha, chegar na Inglaterra foi tão bom. Tudo era em inglês… tão familiar! Eu podia entender tudo! Um verdadeiro alívio.

Bem, eu fiquei hospedada na casa de Lauren, uma amiga australiana de Jorge que está morando em Londres. Logo, o primeiro desafio foi achar a casa dela. E Louise, que é teimosa, resolveu que iria fazer isso utilizando transportes publicos e não táxi, mesmo com uma mala na mão. Confesso, talvez não tenha sido a melhor idéia do mundo (eu terminei com calo na mão de puxar as malas), mas é muito bom pra pessoa conseguir se situar numa cidade nova. Apesar de ter demorado mais de duas horas pra chegar na casa de Lauren (considerando que só o ônibus do aeroporto até o centro durou uma hora e meia, nem foi tão mal assim…), depois do trajeto eu já sabia qual era a estação do mêtro que chegava na casa dela e como chegar a ela… o que é extremamente útil em uma cidade grande. Só que, trajeto + vôo cedo + resfriado = uma pessoa muito cansada. Então não fiz mais nada o resto do dia… fiquei só de papo pro ar esperando Lauren chegar em casa. Aí fomos jantar e voltamos logo, porque ela trabalhava no dia seguinte.

Ela acordou cedo para trabalhar, mas eu fiquei dormindo até bem tarde… quando me levantei, resolvi procurar o festival de cinema que estava acontecendo na cidade, mas aparentemente eu era a única pessoa que sabia disso… passei a tarde procurando o lugar e não achei. Desisti. Comprei uns remédios pra minha gripe e fui me encontrar com Lauren. Nós fomos assistir Disney on Ice! :mrgreen: A historinha era sobre Os Incríveis. Muito fofo!

canais e bicicletas

Segunda-feira estava programado passar o dia em Luxemburgo e voltar para dormir em Amsterdã… Mas, bem, acabei pulando direto para a parte de dormir em Amsterdã. Exausta do fim de semana mal dormido, acabei dormindo demais, e só consegui chegar na estação já mais para o fim da manhã. Tudo bem. Ainda assim fui atrás de descobrir como ir para Luxemburgo, afinal existia a possibilidade de dormir lá. Me indicaram o trem, eu subi e fui… até a estação Bruxelas-Luxemburgo, porque existe essa também, e me mandaram para essa no lugar de Luxemburgo-Luxemburgo. :roll: Então voltei para a estação principal de Bruxelas, mas nessa altura do campeonato já eram mais de duas da tarde, e, se eu fosse para Luxemburgo, não conseguiria ver nada da cidade, já que só chegaria depois das 17, quando tudo fecha. No dia seguinte, teria que pegar um trem cedo, já que são 6hs de lá para Amsterdam… Enfim, achei que não valia a pena e simplesmente peguei logo o trem para Amsterdã. Foi bom, já que consegui chegar num horário razoável, e deu para procurar hotel ainda no claro.

Coisas que chamam atenção em Amsterdam logo de cara:

Meu primeiro dia foi cheio de museus. Comecei por Rembrant. O museu é localizado na antiga casa dele. Descobri que ele também gostava de guardar cacarecos — de fato, tinha uma sala cheia deles. Depois foi a vez de Van Gogh. Em seguida, matei a vontade de entrar em um dos “barcos-casa” tão comuns por Amsterdã (também, com a quantidade de canais, nem me admira…), visitando o museus dos barcos-casas. Ainda consegui ir no da fotografia, mas esse não valeu a pena.

No meio do caminho ainda fui para um dos parques da cidade… cheguei a procurar bicicleta para alugar. O engraçado é que existem milhares de bicicletas para alugar na cidade inteira, menos perto do parque. Vá entender.

No fim da tarde, passeio de barquinho pelos inúmeros canais da cidade, que, descobri, são em sua grande maioria artificiais (só um é natural).

O segundo dia foi de muita chuva… Fui na Casa da Anne Frank — passeio imperdível, mesmo para quem não leu o diário. Depois, em vez de ficar curtindo a chuva, decidi pegar uma excursãozinha e passar a tarde explorando o interior da Holanda. Primeiro visitamos uma fábrica de queijos e depois duas vilas de pescadores: Volendam e Marken. Muito bonitinhas e parecidas. Tinha até gente com roupa típica no meio do rua! Aproveitei um tirei uma fotinho de holandesa… :hehe:

chocolate belga

Férias! Woohoo! Viagem logo de cara, é lógico. Descobri que a escola estava com uma excursão de fim de semana para a Bélgica, então aproveitei para ir junto. Umas brasileiras conhecidas também foram, logo também era um jeito de passar mais uns diazinhos com companhia.

Sábado, seis e meia da madrugada, estava eu na frente da escadaria da ópera esperando o ônibus. Tchau, Paris! Te vejo daqui a 15 dias! :)

Quatro horas de viagem de ônibus extremamente desconfortável depois… chegamos à Bruges, uma cidadezinha muito fofa na Bélgica. Sério, que cidade mais bonitinha. Fizemos um citytour a pé com um guia local, que nos mostrou o lago do amor; a escultura de Michelangelo que está na catedral deles; uma praça que, para cada lado que olhamos, tem uma contrução de um século e estilo diferentes; e a praça central da cidade. Depois tivemos a tarde livre. Almocei com as meninas um tipo de batata frita (aparentemente uma especialidade local) e depois fui visitar o Museu do Chocolate, cuja parte mais interessante foi a demonstração de como fazer chocolate tipicamente belga (aquele das conchinhas) e a parte de curiosidades — segundo eles, chocolate não dá carie nem espinha… mas engordar eles não conseguiram negar. :lol:

Não deu tempo de fazer mais que isso. Já era hora de pegar o ônibus novamente e ir para Bruxelas. Chegando lá, nos levaram para o Albergue, nos dividiram em quartos quádruplos e declaram a noite livre. Eu e minhas companheiras de quarto (Juliana e Renata) fomos para o centro da cidade para jantar. Só que o albergue era meio fora do centro, e, na ida andando, fomos ficando meio receosas… mas tudo bem, voltamos de metrô para evitar problemas.

O domingo também foi “dia livre”, que nós usamos para conhecer os dois monumentos mais marcantes da cidade. O primeiro é um átomo gigante. Vá entender… mas tem uma vista bonita da cidade.

O segundo é um menino fazendo xixi (que alguém enrolou em um cachecol… acho que era o frio). :roll: A suposta história da estatua é engraçada.

Bem, depois disso eu também não fazia questão de saber quais eram os monumentos menos marcantes. :lol: Então, sem muito o que fazer, andamos pela cidade, comemos chocolate belga (melhor que o suiço!) e passeamos por um parque que não sabemos o nome… hehehehe.

O grupo voltou e eu fiquei em Bruxelas. Mas estava tão cansada da falta de sono que só fiz voltar para o albergue (mudando dessa vez para um quarto individual) e dormir, para viajar no dia seguinte.

c’est toi que j’aime

Quatro semanas em Paris… que passaram como um piscar de olhos.

A casa era ótima, extremamente bem localizada, perto da escola (só três estações de metrô)… o pessoal era simpático (fizeram uma lista das coisas que eu queria para o café da manhã e compraram para mim), mesmo se quase nunca estavam em casa.
A escola era parecida com a anterior (afinal era o mesmo grupo) e bem, a diferença é que, aqui, os suíços-alemães se sentiam excluídos pelos espano-fônicos — exatamente o contrário da escola da suíça. Mas dessa vez tinham vários brasileiros na escola, e todos eram iniciantes, o que fez outro contraste engraçado com a Suíça – lá, os poucos brasileiros que tinha eram mais avançados que eu, aqui, todos os muitos são de níveis mais baixos que o meu, logo eu sou a pessoa que tem que resolver todos os abacaxis em francês. :lol:

Bem, durante a semana, fiz todos os programas normais de turista: Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Musée du Louvre, Musée d’Orsay, Catedral de Notre Dame, Basílica de Sacre Coer… a fachada do Moulin Rouge também… passear no rio Seine (dentro e fora do barquinho) e na Champs Elysées… Conciergerie e Saint Chapelle… Passei na frente da Sorbonne, e entrei em outras Igrejas também. Ah, fui à Ópera assistir um ballet (chiquérrimo!) e ao teatro para assistir a versão francesa de O Rei Leão da Broadway.

Nos fins de semana, fui a Lille (um domingo quando Denise foi me visitar e não conseguimos ir para a Bélgica, que era o plano original), a EuroDisney (com a galerinha brasileira da escola) e ao Parque do Asterix (sozinha mesmo, ora!). Ainda fui à Versalhes conhecer o Palácio (e encontrei duas brasileiras no meio dos jardins), mas isso foi no meio da semana mesmo…

TOP FRANÇA PARIS
Igreja: Basílica de Sacre Coer, hands down. Mais bonita que a Notre Dame, sim, senhor.
Parque de Diversões: o do Asterix é mais original e mais divertido, além de ter as montanhas russas mais legais. Só perde para a Disney no quesito “fofura”.
Monumento: Torre Eiffel — é o marco da cidade. Aquela coisa que você olha e pensa: poxa, eu realmente estou em Paris.
Museu: o Musée d’Orsay é mais legal que o Louvre. Acredite quem puder.
Balada: Favela Chique! Hehehehehe. Um cantinho do Brasil perdido no meio de Paris.

Três dias na França?
Troque a passagem de volta para ficar mais tempo… hehehehe. Se isso não for possível, se concentre em Paris e esqueça o resto.

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