November 2007


Portugal, take 2

Sexta-feira e sem planos para o fim de semana… Fui na esta√ß√£o de trem e comprei uma passagem para Portugal.

Sai no s√°bado de manh√£ bem cedinho no pior trem da Europa inteira. Fui at√© Coimbra. Primeira coisa a fazer, como sempre: procurar as informa√ß√Ķes ao turista… s√≥ que isso se provou um trabalho imposs√≠vel. Tinha o endere√ßo de dois pontos. Quando cheguei ao primeiro, haviam se mudado… Fui ao segundo: mesma hist√≥ria. Dessa vez tinha um mapinha para dois novos locais… Vale. Bati foto do mapa e fui seguindo at√© o novo primeiro… s√≥ que o local simplesmente n√£o existia.

Nessa altura do campeonato, eu j√° tinha andado a cidade praticamente toda. J√° tinha passado por: Pra√ßa da Rep√ļblica, arqueduto e est√°tua a Jo√£o Paulo II, Pra√ßa Dom Dinis e universidade (confesso que adorei o telhado colorido

Ent√£o entrei na biblioteca da universidade e acabei conseguindo um mapa por l√°… Mas o outro ponto de turismo estava muito longe, as ruas estavam muito vazias e o √ļltimo ponto tur√≠stico que eu queria visitar tamb√©m estava meio fora do alcance… desisti e peguei um √īnibus para a esta√ß√£o de trem… e peguei o primeiro para F√°tima.

Aqui vale dizer que (a) eu n√£o tinha planejado ir √† F√°tima, ent√£o n√£o tinha estudado o meu guia e (b) eu ainda n√£o sabia onde iria dormir naquela noite. Ent√£o, durante a viagem de trem, liguei para vov√≥, que tem uma amiga no Porto, para ver se eu podia dormir por l√°… Mas vov√≥ n√£o estava conseguindo falar com ela.

Bem, voltando √† F√°tima… Se algum dia voc√™ for √† F√°tima, n√£o v√° de trem. Permanentemente proibido. Porque a esta√ß√£o √© muuuuuuuito, mas muuuuuuuito longe do santu√°rio, ent√£o a pessoa fica obrigada a pagar um t√°xi pra chegar at√© l√°… Uma droga. :roll: Mas o santu√°rio √© muito bonito mesmo. E enorme!

Acabei conhecendo um senhor de uns 70 anos que foi me explicando tudo enquanto me contava toda a sua vida. Hora de se lembrar que eu sou psic√≥loga formada? hehehehehehe. Mas foi √≥timo, j√° que ele, al√©m do santu√°rio, me mostrou onde era a rodovi√°ria (e me poupou um dinher√£o na brincadeira) e o supermercado (para comprar mantimentos para a viagem! hehehe!). Ele tamb√©m me disse que n√£o me preocupasse com lugar para ficar no Porto. Que era s√≥ eu sair na rua da esta√ß√£o onde o √īnibus ia me deixar e entrar em qualquer um dos lugares com placas de “resid√™ncia” — e ele inclusive me recomendou uns nomes que ele lembrava. Bem, dito e feito. O primeiro que eu vi era S√£o Jorge, um dos nomes que ele tinha mencionado. Por fora essas “resid√™ncias” parecem pequeninas e meio malcuidadas, mas como o senhor disse que n√£o tinha problema… Entrei. Vou te contar, ainda n√£o tinha dormido t√£o bem e t√£o barato em toda a Europa.

Domingo no Porto. Acordei sem mapa da cidade e sem saber direito nem onde eu estava. Sai da “resid√™ncia” e dei de cara com um daqueles √īnibus de turista. Entrei sem pensar duas vezes e fui seguindo o trajeto. Passei pelo Pal√°cio de Cristal, onde estava tendo uma exposi√ß√£o muito boa (que vai rodar toda a Europa) sobre DaVinci. Depois passeamos pela beira do rio e pelas pontes.

E especialmente para Fernando: gente pescando aqui também. hehehehehe.

No meio do caminho conheci uma brasileira por l√° que tamb√©m estava fazendo o passeio (claro!) e acabamos o passeio ao mesmo tempo. Ent√£o fomos ver a tal √ɬĀrvore de Natal da qual os portugueses n√£o param de falar. √Č a maior de algum canto… Portugal? Europa? Mundo? hehehehehe. Ouvi todas as possibilidades, mas creio que do mundo n√£o √©. Um guarda me disse que a do Brasil era maior. Enfim, √© o primeiro ano que fazem isso e acenderam h√° pouco tempo, ent√£o no hor√°rio marcado para ela come√ßar a piscar, tem um monte de gente no meio da rua olhando para a √°rvore. Sem contar que o engarrafamento que est√° ocorrendo porque os carros simplesmente param para olhar a √°rvore e bater foto… tsc tsc tsc. Coisa de portugu√™s mesmo.

Falando nisso, a maior coisa de portugu√™s de toda a viagem: achar a rodovi√°ria para voltar para casa, que n√£o era a mesma em que cheguei. O √īnibus saia √†s 21hs. Comecei a procura √†s 17h, pelo escrit√≥rio da pol√≠cia do turismo. Eles me indicaram um lugar. Fui. N√£o era l√°. Me mandaram para outro. Fui… e tamb√©m n√£o era l√°. Me mandaram para o outro lado da cidade… ainda bem que dessa vez era. Cheguei l√° √†s 20hs. J√° pensou se n√£o tivesse ido procurar com tanta anteced√™ncia? :roll:

cidades medievais

Em dois fins de semanas seguidos fui à duas cidadezinhas medievais aqui por perto.

A primeira foi Toledo, que tem uma muralha muito bem conservada rodeando toda a cidade. Claro que √© a primeira coisa que se v√™ quando se chega na cidade, e, na minha opini√£o, tamb√©m √© a que mais chama aten√ß√£o no local. Fora isso, tamb√©m visitamos a catedral… e l√° dentro eu e Mariana, outra brasileira que tamb√©m foi, nos perdemos do restante do pessoal. Ent√£o andamos um pouco pela cidade por conta pr√≥pria e tiramos um monte de fotos… hehehehehe. Mas, vai, tamb√©m n√£o √© como se a cidade tivesse muito mais o que ver fora isso… :razz:

Segunda viagem: Seg√≥via. Dessa vez fui s√≥ com duas brasileiras, Luciana e Isabella. Luciana √© da minha sala… e de Natal! E ainda por cima foi aluna da minha m√£e! Que coincid√™ncia! Mas, voltando, Seg√≥via… Ent√£o, o arqueduto √© legal. :wink:

Fora isso, passamos na frente do Alcazar, que foi a primeira coisa que parece um castelo de conto de fadas que eu vi na Europa, mas n√£o entramos. Mesma coisa na catedral. Ah, aqui tudo paga para entrar (um absurdo! eu n√£o paguei para entrar na Notre Dame, porque vou pagar para entrar nessa?), e nada disso √© especialmente famoso, ent√£o nos contentamos em ver de fora… Ah, segundo Luciana, essa casa tamb√©m √© famosa, apesar de eu n√£o ter entendido bem porqu√™. Bem, claro que ai sobrou muuuuuuuito tempo, ent√£o ficamos jogando papo pro ar sentadas nos p√©s do arqueduto.

vida aqu√°tica

Segunda semana, segundo desastre aqu√°tico…

Estava eu muito bem no meu quarto, quando come√ßo a ouvir um barulho estranho vindo do chuveiro (sim, meu quarto tem chuveiro e pia, mesmo sem ter banheiro). Ignorei. Mas o barulho n√£o passava… Quando finalmente fui ver o que era, encontrei meu chuveiro inundado! A √°gua tinha subido n√£o sei como… Ai a dona da pens√£o come√ßou a mexer, com e sem um desentupidor… quando a √°gua come√ßou a baixar, a minha vizinha do lado aparece no corredor, ainda enrolada na toalha. A √°gua tinha come√ßado a subir no quarto dela! Ai ficou naquela brincadeira… quando baixava aqui, subia l√°… baixava l√°, subia aqui… Quando finalmente baixou aqui e l√°, escutamos a campainha… s√£o as vizinhas de baixo, para contar que est√° tendo um vazamento enorme l√°! Depois de muita confus√£o, resolveram chamar um encanador. S√≥ que isso j√° era de noite… Para n√£o ficar no meio da confus√£o, resolvi sair com o pessoal e quando voltei j√° estava tudo bem. Depois fiquei sabendo que o encanador tinha acabado de ir embora quando eu cheguei, e tinha passado a noite por l√°! :lol:

Sério, depois disso, cheguei à conclusão óbvia que tudo acontece na Espanha.

meu primeiro puente

Ent√£o, feriado na quinta… Para aproveitar o puente, Fernanda veio √† Salamanca na sexta. Como eu ainda n√£o conhecia os pontos tur√≠sticos, aproveitamos e fizemos um citytourzinho… O curioso √© que as coisas mais importantes de Salamanca s√£o os detalhes, como o astronauta da fachada da catedral, a r√£ da fachada da universidade, as conchas da “Casa das Conchas”… Mas confesso que, para mim, o lugar mais bonito da cidade √© mesmo a Plaza Mayor.

No s√°bado, exploramos Madrid. Fernanda t√° morando aqui h√° alguns meses e foi minha guia particular. Come√ßamos pela Puerta del Sol, com a est√°tua do ursinho e o marco zero. Depois andamos at√© a Plaza Mayor de l√° (parece que toda cidade espanhola tem uma…). Da√≠ passamos na frente do pal√°cio, mas a fila para entrar estava dando volta em quarteir√£o… ent√£o passamos direto para a catedral. Depois seguimos para os jardins que eu j√° esqueci o nome… (Fernanda, me d√° cola? :oops: ) Depois a pra√ßa que tem as est√°tuas de Cervantes e Dom Quixote e Sancho Pan√ßa. :mrgreen: Para terminar o dia, fomos at√© a Plaza de Toros, onde, como o nome j√° diz, acontecem as touradas. Mas tinha um circo (!) montado na frente e estava fechada para visita√ß√Ķes… Ent√£o tivemos que nos contentar com a foto por fora mesmo.

De noite Fernanda me levou para sair com as amigas dela. Jantamos na casa de Elena, espanhola, que depois nos levou para uma festa cubana onde tocavam salsa. E no final da noite, tradi√ß√£o espanhola: chocolate con churros! No outro dia, era hora de voltar para Salamanca… o que se provou uma tarefa mais dif√≠cil do que se pensa. Fiquei feito uma bola de ping-pong da esta√ß√£o de trem para a de √īnibus procurando passagem… at√© que finalmente consegui uma para um dos √ļltimos trens da noite, e ainda tendo que trocar em √ɬĀvila… mas paci√™ncia. Pelo menos cheguei, e agora aprendi que Espanha n√£o √© Sui√ßa, e passagem de trem tem que ser comprada com anteced√™ncia para n√£o correr o risco de simplesmente n√£o ter!

Balde d’√°gua na cabe√ßa

Primeira semana espanhola bem agitada.

Fato engra√ßado #1: Cheguei no s√°bado, e no domingo entraram no hor√°rio de inverno… logo, deveria ter atrasado meu rel√≥gio em uma hora. Mas ningu√©m se lembrou de me avisar isso… Ent√£o passei mais de uma hora sem saber se tinha ou n√£o almo√ßo na resid√™ncia no domingo, para depois, quando eu desisti de esperar, virem brigar comigo perguntando porque eu ainda n√£o estava na mesa. :!:

Fato engraçado #2: Vou pra aula na segunda-feira e já descubro que já tem um feriado na quinta. Como assim? Eu mal tive aula!

Fato engra√ßado #3: V√©spera de feriado, saio com minhas colegas de turma. Em determinado momento, sentamos na cal√ßada para jogar conversa fora e, cinco minutos depois, sentimos aquela coisa fria na cabe√ßa. √ɬĀgua! Jogaram um balde de √°gua nas cabe√ßas da gente! :lol: Pra quem achava que isso era estere√≥tipo de filme…