franca


Sul da França com direito a Mônaco

Pra terminar minhas férias de Natal, depois de Turin fui visitar a Costa Azul francesa. Usei Nice como QG e cada dia ia pra uma das cidadezinhas por perto. Além de Nice, visitei Cannes e Monaco. A verdade é que são todas muito bonitinhas, mas bem parecidas. Era Janeiro, pleno inverno, que apesar de não ser tããão frio assim, não combina muito com litoral, né? Choveu bastante, principalmente no dia que passei em Monaco. As fotos comprovam: estou ensopada em todas elas. Depois seguida para Marseille, que era uma cidade um pouco diferente das demais pelo simples fato de ser bem maior.

Lugar favorito entre todas essas cidades? Pergunta fácil. A estação de ônibus de Cannes.

Indo para a Espanha

Na sexta-feira comecei a ir para a Espanha… Ou melhor, na quinta-feira, já que fui passar a noite no aeroporto. É, passar a noite, porque dormir com a malinha do lado era impossível. O check-in abriu às 4 da manhã e o vôo para Paris saiu às 6hs. Voltei para pegar minha segunda malinha, que eu tinha deixado por lá. Depois fui para a escola, usar a internet e encontrar o pessoal… Passei a tarde enrolando no apartamento das meninas até a hora de pegar o trem para Madrid, que só saiu à noite. Sorte que tinha “leito” e eu pude dormir… mesmo que não muito bem.

Chegamos em Madrid por volta das 10 da manhã, e eu ainda tive que pegar outro trem para Salamanca, o que se provou uma tarefa dificílima, já que eu estava com minhas duas malas e minha mochila e simplesmente não havia lugar para bagagem no trem… Ainda consegui colocar a mala pequena no bagageiro em cima da cadeira. A mala maior foi no lugar que deveriam estar minhas pernas, que foram, por sua vez, por cima da mala, e minha mochila… bem, era a cereja do sorvete, por cima de tudo.

Em Salamanca, não tinha mais condições de carregar tudo e finalmente cedi e peguei um taxi. Como sempre, conseguir entrar em casa foi um problema… Dessa vez, apertava a campainha da residência… de novo… mais uma vez… e nada. Passou um senhor e deixou a porta do prédio aberta. Entrei, para evitar o frio. Sabia que era no segundo andar, então comecei a levar minhas coisas para lá. Quando estava subindo a última mala, a dona da residência chegou e veio subindo atrás de mim. Ela perguntou logo se era eu a brasileira que ela estava esperando. Me mostrou meu quarto, me deu as chaves e logo perguntou se eu tinha orkut. :lol:

O cansaço era tanto, que logo depois do almoço (que aqui só começa às 2:30 da tarde), cai na cama e só levantei no dia seguinte.

c’est toi que j’aime

Quatro semanas em Paris… que passaram como um piscar de olhos.

A casa era ótima, extremamente bem localizada, perto da escola (só três estações de metrô)… o pessoal era simpático (fizeram uma lista das coisas que eu queria para o café da manhã e compraram para mim), mesmo se quase nunca estavam em casa.
A escola era parecida com a anterior (afinal era o mesmo grupo) e bem, a diferença é que, aqui, os suíços-alemães se sentiam excluídos pelos espano-fônicos — exatamente o contrário da escola da suíça. Mas dessa vez tinham vários brasileiros na escola, e todos eram iniciantes, o que fez outro contraste engraçado com a Suíça – lá, os poucos brasileiros que tinha eram mais avançados que eu, aqui, todos os muitos são de níveis mais baixos que o meu, logo eu sou a pessoa que tem que resolver todos os abacaxis em francês. :lol:

Bem, durante a semana, fiz todos os programas normais de turista: Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Musée du Louvre, Musée d’Orsay, Catedral de Notre Dame, Basílica de Sacre Coer… a fachada do Moulin Rouge também… passear no rio Seine (dentro e fora do barquinho) e na Champs Elysées… Conciergerie e Saint Chapelle… Passei na frente da Sorbonne, e entrei em outras Igrejas também. Ah, fui à Ópera assistir um ballet (chiquérrimo!) e ao teatro para assistir a versão francesa de O Rei Leão da Broadway.

Nos fins de semana, fui a Lille (um domingo quando Denise foi me visitar e não conseguimos ir para a Bélgica, que era o plano original), a EuroDisney (com a galerinha brasileira da escola) e ao Parque do Asterix (sozinha mesmo, ora!). Ainda fui à Versalhes conhecer o Palácio (e encontrei duas brasileiras no meio dos jardins), mas isso foi no meio da semana mesmo…

TOP FRANÇA PARIS
Igreja: Basílica de Sacre Coer, hands down. Mais bonita que a Notre Dame, sim, senhor.
Parque de Diversões: o do Asterix é mais original e mais divertido, além de ter as montanhas russas mais legais. Só perde para a Disney no quesito “fofura”.
Monumento: Torre Eiffel — é o marco da cidade. Aquela coisa que você olha e pensa: poxa, eu realmente estou em Paris.
Museu: o Musée d’Orsay é mais legal que o Louvre. Acredite quem puder.
Balada: Favela Chique! Hehehehehe. Um cantinho do Brasil perdido no meio de Paris.

Três dias na França?
Troque a passagem de volta para ficar mais tempo… hehehehe. Se isso não for possível, se concentre em Paris e esqueça o resto.

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la belle ville

Chegada em Paris. Como não poderia deixar de ser, um tanto quanto conturbada… tô pra ver eu chegar em algum canto sem ter problemas (vide EUA e Lausanne).

Tudo começou na segunda-feira, quando eu comprei o bilhete de trem para Paris. Com a hora de chegada definida, tinha que avisar a família. Comecei a ligar… passei a semana inteira ligando e nada de alguém atender. O telefone da casa só chamava e o celular da madame só dava desligado. Na sexta de manhã, ainda sem sucesso, liguei para a escola em Paris. Eles conseguiram fazer contato (acho que ligaram no trabalho) e me garantiram que teria alguém em casa na hora que eu chegasse. Tá bom.

Problema #2: fechar as malas. É, porque tudo que eu trouxe + três casacos novos + nove cabides = desastre. Arrumei e re-arrumei as benditas malas três vezes até fazer tudo caber. Até agora não sei como deu. Fiquei com medo de quebrar os zipperes.

Claro que duas malas, por si só, já dá um trabalhinho para carregar sozinha… Angela viajou com Löic, mas o namorado dela foi me levar na estação de trem e Denise foi lá para me ajudar a carregar as malas.

A viagem de TGV foi extremamente confortável. Eu até cochilei! Tudo bem que estava mesmo exausta, já que só tinha dormido umas 4hs por causa das malas, mas a cadeira é muito, mas muito confortável mesmo.

Chegada à Gare de Lyon às 17:01, como previsto… puxando minhas duas malinhas… beleza. Vamos procurar um taxi para chegar em casa. Tome fila de mais de quase uma hora… Depois o taxi me explicou que o problema era que tava tendo um parada gay tomando todo o 5éme, o que dificultava o acesso à Gare… e não só a Gare, como também ao local que eu estava indo, por tanto era necessário fazer uma volta maior do que o normal, se não não dava para chegar lá. Além disso, ainda teve um outro contratempo… O taxista não conhecia a rua (que é mesmo muito pequenina) e teve que procurar no mapa… em dois, já que o primeiro não mostrava a rua. Enfim, no meio do percurso descobri que o taxista era português. hehehe. Claro que ele quis falar português comigo.

Bem, vencida essa parte, consegui chegar na casa às 18:40. E ai? Surpresa! Liguei e não tinha ninguém em casa. Uma senhora que mora no mesmo prédio chegou e me deixou entrar. Dois minutos depois o dono da casa chegou e o problema foi resolvido, mas o susto inicial foi enorme. Ele me ajudou a subir minhas malas (o apartamento é no 3o andar e não tem elevador), me mostrou meu quarto e o banheiro, me deu a chave da casa e disse que a mulher dele chegava já para falar comigo. Fiquei arrumando minhas roupas no armário. Meu quarto tem frigobar e tv com dvd. Só faltou a vista pra Torre Eiffel. :lol: A madame chegou e me orientou rapidamente com uns mapas, me mostrando onde eu podia ir jantar por perto e disse que tava muito cansada porque ela é aeromoça e tinha acabado de chegar do México e falava direitinho comigo pela manhã.

Realmente, no outro dia de manhã, quando eu acordei ela tava de pé, me mostrou tudo para tomar café e fez uma lista das coisas que eu gostaria de comer de manhã. Me deu um mapa do quartier e apontou como eu chego na escola (são só três estações de mêtro!). Depois me mostrou onde é a padaria, os dois supermercados pertinho e o mêtro.

Eu aproveitei para fazer logo o caminho da escola — seria melhor procurar com tempo do que se perder de manhã cedo. Mas não tem estresse, achei muito fácil. Com a tarde inteira livre, fui direto para a Torre Eiffell. Não tinha como querer que eu fizesse outra coisa, né?

Mas tava completamente lotada de gente. Não tive coragem de entrar na fila. Volto outro dia. Então fui procurar as informações ao turista, a minha amiga de todas as horas… :) Bem, eu só sabia que era a 50 metros do Louvre, mas achei que não teria dificuldades em achar. Sonho meu. Sai do mêtro e dei de cara com a pirâmide invertida, mas não consegui tirar foto porque tinha muito turista fazendo a mesma coisa que eu. Fica para quando eu for visitar o museu de verdade. Enfim, subi para o Louvre, andei para um lado, tirei foto com a pirâmide, andei pro outro e tirei foto do arco… e nada. Dei a volta por fora, e nenhum sinal. Me dei por vencida e desci de novo para pegar o metrô de volta. Olhei de novo para a pirâmide invertida e quem aparece na minha frente, logo ali atrás? Ela mesma. Quase tenho um troço por não ter visto antes. Acho que tava entretida demais com a pirâmide. Enfim, me muni de uns 500 panfletos e trouxe tudo para estudar em casa. :mrgreen:

Na volta, passei pelo Montparnasse pra saber onde é e voltei à pé de lá. É bem pertinho!

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Em busca da confluência

Depois de um mês na Suiça, mesmo com todas as suas encarnações diferentes, achei que era hora de ver algo diferente. Cruzei a fronteira para a França e fui visitar Lyon.

Cheguei já depois das 4 da tarde. Primeira parada: informações do turista. Mas antes era necessário achar o lugar, né? Já tô vendo que essa organização toda de ter as coisas de turista na própria estação de trem é coisa de suiço… e disso eu vou sentir falta. Mas pelo menos tinha um SOS turista, que me deu um mapa e apontou o caminho para o outro escritório. Beleza. Hora de pegar o mêtro, que significa comprar um passe nas máquinas, que, por sua vez, significa que eu precisava de moedas. Por que esse povo não se lembra que turista que acabou de chegar ainda não tem o dinheiro do lugar trocado?

Enfim, meus objetivos no balcão de turismo eram: comprar meu Lyon Card, conseguir meu sempre fiel companheiro, o mapa da cidade, confirmar meu citytour de sábado, e descobrir como andava meu francês. Logo, me dirigi a moça falando todo o meu francês suiço. Não é que colou?

Louise – Eu reservei meu citytour ontem, pelo telefone.
Moça – Okay…. (pausa para olhar o computador) Mas seu nome não tá na lista.
Louise РMas eu liguei ontem! (quase ficando com raiva porque o telefonema de cinco minutos para reservar isso gastou mais carṭo que um telefonema de mais de uma hora pro Brasil)
Moça – Mas não tá aqui… (pausa para verificar novamente). Ah, será…? (nova pausa de informática) Ah, seu nome tá na lista do tour em inglês!
Louise – Claro!
Mo̤a РEu tava procurando na do tour em franc̻s! Voc̻ quer ir mesmo nesse?
Louise – Sim.
Mo̤a РTem certeza que voc̻ ṇo quer trocar?

E eu ganhei o dia. :mrgreen:

Segunda parada: albergue. Atravessei a praça, cruzei o rio, subi a montanha (quase uma epopéia)… e nada. Hora de gastar todo o meu francês novamente, pedindo informações no meio da rua. Pergunto a primeira pessoa que passa. O cara me dá a informação que eu preciso, e fica puxando conversa, perguntando de jogador de futebol. Mas os franceses não eram todos antipáticos?

Bem, fiz meu check-in e me sentei na cama para estudar o mapa. Sempre um momento divertido. Lyon é uma cidade dividida em três: a cidade velha, a cidade nova e a península. Os dois rios que cruzam a cidade fazem essa divisão ficar ainda mais precisa e fácil de entender. O ponto de confluência dos dois rios é chamado de “místico” em vários lugares. Claro que chamou a minha atenção. Assinalei os lugares que queria ir. Cheguei a conclusão que tinha mais coisa para ver que tempo disponível no sábado, então voltei para a rua… Mas não sem antes bater uma foto da vista panorâmica do albergue.

Meu guia dizia que a Ópera ficava muito bonita com suas luzes à noite, e essa era minha única noite em Lyon, logo achei que uma boa idéia era andar até a Ópera, vendo as outras coisas que o caminho oferecia. O prédio do CCI se iluminou para mim. Também achei a igrejinha bonitinha, apesar de não saber o nome. As pontes também tem iluminação especial. Passei por uma Rua Gentil e pela Praça da Comédia. Também adorei a fachada dessa loja. Ainda passei na frente do Museu de Belas Artes e pela Place des Terreaux até finalmente chegar na Ópera, que, sinceramente, nem achei essas coisas todas, mas o caminho valeu o esforço. Antes de voltar, jantarzinho com direito a sobremesa chamada “a descoberta dos sorvetes”.

O dia começa cedo no sábado. No caminho para a Basílica de Notre-Dame de Fourvière, dou de cara com os teatros romanos. O resto da caminhada até a Basílica é longa e o sol é forte… Terminei suada, mas a vista compensou todo o esforço.


A Basílica, por dentro, também não deixa nada a desejar. E a torre metálica fica logo do lado.

O caminho continuou com uma sequência de Museus: o da Impressão (papiros! os primeiros jornais impressos!), o da Miniatura (tanta coisa fofa!) e o dos Irmãos Lumière (o primeiro filme do mundo!).

Continuação: Cidade Internacional. O nome faz parecer super-interessante, mas na realidade é só um lugar para fazer congressos/encontros. A coisa mais interessante é a estátua do homem laranja falando no celular. O Museu de Arte Contemporânea é lá também, mas estava fechado para troca de exposição. Damage. Me arrependi de não ter aproveitado esse tempo para ir na confluência, mas achei que nao teria sido suficiente mesmo. No metrô, uma senhora puxou conversa comigo sobre meu “sistema de carregar água na mochila”. Mas franceses não deviam ser antipáticos?

Hora do citytour pela cidade velha e seus “traboules”, que, segundo a propaganda, são passagens que eram utilizadas em épocas de guerra… mas nada mais são do que corredores que ligam, geralmente, dois prédios de apartamentos e duas ruas. Não achei lá essas coisas todas não. Minha parte favorita do tour foi a Catedral de Saint Jean, com seu relógio astrológico.

16:30, só dava tempo de tentar chegar à confluência antes de pegar o trem de volta. Depois de andar, andar, andar ainda mais e gastar mais do meu francês, descobri que não poderia chegar até o ponto que eu queria porque estão construindo o Museu da Confluência no local… Decepção. Mas pelo menos consegui bater uma fotinha de longe…

Nesse ponto, meu ticket de transporte para todo o dia já estava tão usado e abusado que não estava mais nem validando, então o jeito foi subir no primeiro ônibus para a estação de trem — tinha que ser ônibus, porque no mêtro eu teria que passar o ticket para entrar!

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