leichtenstein


Cidade grande, país pequeno

Atravessei a Suiça. Levou umas duas horas e meia. Igualzinho o Brasil, hein?

Sexta-feira sai direto da aula pra estação e embarquei num trem com duas conhecidas: Denise, brasileira, e Anna, suiça-alemã que mora em Winthertur, uma cidade a 20 minutos de trem de Zurich. Anna foi a anfitriã do fim de semana e deixou a gente ficar na casa dela. Um pouco depois das duas da tarde já estávamos em Winthertur. Deixamos as coisas em casa e ela nos mostrou a cidade, do jeito dela: Ah, eu acho que ali é um museu, mas eu não sei o nome…; Isso parece que é um teatro, mas nunca fui; Essa rua eu conheço, é a rua das lojas! E lá se vai o resto da tarde olhando loja… :roll:

Bem, na casa de Anna só cabia mais uma pessoa, então Denise ficou lá e eu fiquei na casa do pai de Anna. Casa velha, mas muito bonitinha, com um jardim enorme e lindo e árvores de verdade. Tipo, dava para tirar uma maçã do pé e comer ali mesmo. Eles também plantam uva e temperos. Enfim, me deixaram lá mais ou menos às 19hs, e marcamos de nos encontrar às 21:30. Quando eu estava quase saindo, me ligam e dizem: mais meia hora… Nisso o pai de Anna estava na cozinha (que é do lado da porta de saída) e pergunta se eu quero jantar. Hm, jantar de graça? Beleza! hehehehehe.

Finalmente saí­mos com três amigas dela. Fomos para um barzinho. Denise reclamou que queria dançar, então mudamos de lugar… pra outro barzinho pior ainda, que, claro, também não satisfazia o critério anterior. Na foto, da esquerda para a direita: Denise; eu; amiga de Anna que eu não decorei o nome; Tâmara, amiga argentina de Anna; Anna.

Sábado. Andamos um pouco mais nas lojas que Anna gosta (como se a sexta não tivesse sido suficiente) até a hora do cabelereiro de Denise. Ela está aqui na Europa há quatro meses e estava querendo aparar o cabelo. Bem, enquanto as duas ficavam lá, fui olhar um pouquinho o que tinha ao redor.

Hora de ir para Zurich! Woohoo… certo? Saímos da estação e demos de cara com a rodagigante. Pelo menos isso foi legal.

Continuamos andando pela cidade. Outro citytour parecido com o da sexta: Ah, ali é uma igreja, ali é outra, e ali é outra, mas não sei qual é qual. Só tinha uma coisa que ela sabia onde era: Bahnhofstrasse, a rua mais cara da Suiça (uma das lojas). Outra coisa que ela também sabia onde fica era a loja de chocolate mais famosa e cara da Suiça, a Sprüngli. Bem, a gente também andou um pouquinho (quase nada) pela pela beira do lago

3:30 e Anna diz: ah, agora a gente vai pro jogo de futebol do amigo do meu namorado. Hm… vamos não? Eu disse que, se não fosse problema, preferia ficar em Zurich (já que não tinha visto nada da cidade). A outra brasileira deu graças a Deus, porque ela também não tava a fim de ir. Então ficamos as duas. Denise ligou pra um amigo que mora em Zurich e fomos esperar por ele num parque perto da estação de trem, mas não sem antes passar pelas Informações ao Turista na estação de trem e descobrir que estava tendo jogo de futebol de areia.

Bem, pelo menos esse sabia o que eram as coisas. Ele levou a gente para a Igreja Gross Münster (ou algo do Gênero), mostrou o maior relógio da Suiça, um pouquinho da cidade velha, uma amostra de campeões de patins que estava tendo no meio de uma pracinha (essa, segundo ele, é a campeã nacional atual). Depois fomos para o Theater Spektakel, que é um parque onde acontecem apresentações circenses ao ar livre.

À noite, de volta à Winthetur, Anna levou a gente para uma festa argentina. Bem, só era argentina porque estávam tocando música espanhola, porque de resto era igual ao barzinho ruim da noite passada… Aja paciência.

Domingo foi dia de cruzar a fronteira e ir para Liechtenstein! Para mamãe ficar feliz! :lol: Denise ia ficar em Zurich mas resolveu ir comigo de última hora. Anna não foi, ia voltar para Lausanne logo cedo de carro com um amigo que vinha dirigindo.

Para os meus amigos psicólogos: no meio do caminho… não tinha uma pedra, mas tinha uma cidade chamada Rorschach.

Liechtenstein é um paisinho de 34 mil habitantes. Segundo Thiago é só um pouquinho mais que São Miguel. :wink: A capital, Vaduz, só tem duas ruazinhas grandes (é, ruazinhas grandes, porque até essas duas eram muito pequeninhas). A pena foi que estava tendo uma chuvinha, então nos contentamos em só fazer o passeiozinho de tremzinho. Fiquei um pouquinho frustrada de não ter subido até o castelo, mas não tinha transporte até lá. E traking na chuva não rola, né?