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Dentro de um trem chiquérrimo e extremamente confortável, indo para Paris… hora de relembrar os momentos suiços mais marcantes.

Festival: Difícil de escolher. O de Genebra foi o “mais suiço”, o de dança latina de Lugano foi o mais engraçado… mas acho que o que eu vou lembrar mesmo vai ser o Festival de Cinema de Locarno.

Museu: O mais diferente e memorável foi o Musée de l’Art Brut em Lausanne.

Sem noção: Suiços-alemães. Tá não dá pra dizer que são todos… mas eu diria que 80% dos que eu conheci.

Castelo: Chateau de Chillon, mas também foi o único inteiro que eu vi… :P

Igreja: A combinação Catedral + vista da Maddona del Sasso de Locarno é imbatível. ;)

Trem: Os 40 minutos que ligam Genebra e Lausanne. Foi minha primeira viagem, que lançou um patamar altíssimo de acordo com o qual todas as outras viagens de trem foram comparadas.

Frustração: Interlaken. Sem comentários. :roll:

Atividade: Parar o trânsito! Hehehehehe. É só colocar o pé na rua. Era um hobbie de uma brasileira que eu conheci. :lol:

Lago: Não sei se esse país tem mais montanha ou lago… mas nessa última categoria, eu fico com o meio suiço, meio francês Léman, que banha Genebra, Lausanne, Montreux…

Montanha: Num país cuja maior atração são os alpes, o Matterhorn é mesmo imperdível.

Cidade: Berne. :mrgreen: A capital é também a cidade mais legal do país. Mesmo se tudo fecha às 17hs.

Três dias na Suiça
Comece pela cidade internacional de Genebra, pra ver a sede da ONU e a Cruz Vermelha. No segundo dia é hora de ir para Zermatt e subir até o ponto mais alto da montanha. Para finalizar, Berne, com seus ursos e seu gênio. Tem mais tempo? Locarno e Lugano.

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tudo ao mesmo tempo

Último fim de semana na Suiça, últimos dias do meu passe de meia-passagem, última chance de ver alguns dos pontos mais marcantes da Suiça… não tinha como deixar passar.

O final de semana começou logo cedo na sexta-feira. Eu e Denise faltamos a aula e pegamos um trem de 3hs e meia para Zermatt, cidadezinha que não tem nada exceto a montanha mais famosa do país: Matterhorn, também conhecida como a montanha do Toblerone. Subimos no teleférico mais alto da Europa (3883 metros! -7 graus!) e batemos milhões de fotos com os alpes suiços ao fundo.

À quase 4000 metros do chão, dá para sentir o peso da gravidade te puxando para baixo. Subir a escadinha até o terraço de visão panorâmica foi quase uma tortura… Ah, também foi a primeira vez que Denise viu neve. Parecia uma criança. Lá em cima da montanha tem uma “caverna” que chamam Palácio de Gelo. Entramos para olhar e descobrimos um monte de esculturas em gelo enormes — Budda! coelhinho da páscoa! gavião! um balcão…?

Olhamos para o relógio e já estava na hora de voltar. A ida tinha sido muito tranquila, mas a volta foi com os teleféricos lotados de esquiadores… um inferno. Depois de voltar ao solo, almoçamos alguma coisa (já era mais de 4hs da tarde!) e ai começou o problema… eu fiquei meio tonta e Denise ficou muito enjoada. Acho que fui tudo efeito dos 3883 metros de altitude…

No total, passamos cerca de 5hs em Zermatt. Mesmo com todo o enjôo, pegamos o trem, dessa vez um viagem de umas 4hs até Romont, onde encontramos Gil e assistimos o último show de Valéria Oliveira aqui na Suiça. Dessa vez foi num pequeno teatro, bem diferente do bar da semana anterior. Dormimos na casa de Gil e no sábado fomos para Interlaken.

Interlaken, como o nome já diz é uma cidade entre dois lagos (lago 1 e lago 2). Mas nem se iluda como eu, achando que dá para colocar os dois numa foto só, porque não dá. Eu fiquei frustrada. Sem contar que a cidade não tem lá muita coisa para fazer a não ser esportes de aventura, que custam muito, mas muito caro. No fim das contas, eu e Denise almoçamos e andamos um pouquinho pelas ruas da cidade antes de ir embora em tempo récorde: só passamos 3hs na cidade. Ah, não tinha nada lá… Tá, pra não dizer que não tinha nada, tinha um jardinzinho zen. Mas tenho que admitir: são os cartões postais mais baratos da Suiça. O que eu mais gostei da cidade, na verdade, foi a vista para as montanhas… acho que ainda tava no clima do dia anterior. :mrgreen:

De lá Denise foi para Bern e eu fui para Lucerne. Me encontrei com Mário e a família dele, que me levaram para jantar num restaurante português. No dia seguinte, eles me levaram para fazer um citytour por Lucerne. Foi todo mundo, inclusive o filhinho de quase seis anos de idade. Andamos pela cidade antiga e pelas muralhas e torres que protegiam a cidade no período medieval. Depois eu insisti para ir ver a famosa (para mim) estátua do leão, que vovó Mahylde tanto elogia. Eles não conheciam… Mas acabamos achando.

Do lado tem ainda um museu sobre os alpes suiços, misturado com uma parte muito divertida (mas que não tem nada a ver com os alpes) de espelhos. Depois passamos pelas famosas (essas sim de verdade) pontes e do lado do rio.

Contagem final desses três dias: Uma montanha, dois lagos, um rio e muito trem. Uma boa maneira de me despedir da Suiça.

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um dia em Bern

Bern, além da capital da Suiça, é provavelmente a cidade mais legal do país. A cidade é muito bonitinha, muito fácil de andar e com muita história pra contar.

Cheguei em Bern mais tarde do que eu gostaria, mas ainda em tempo de pegar o citytour da manhã, pela cidade velha. Vimos o muro da cidade, ou melhor, algumas torres que ainda sobraram da muralha, o palácio do governo (que estava em reforma), o teatro (é o prédio mais longe), as famosas arcadas (que basicamente são calçadas cobertas… muito úteis por sinal)… Paramos na torre do relógio astrológico para ver a troca de hora.

Em todo o trajeto, vimos várias fontes de meio de rua, que, sim, são uma especialidade suiça… mas em Bern tem bem mais que a média, inclusive umas… no mínimo estranhas.

A última parada foi a Catedral, que tem uma entrada impressionante. Terminado o citytour, aproveitei que já estava na Catedral e subi a torre para a visão panorâmica obrigatória.

En suite, resolvi visitar a casa de Einstein. Ele morou em Bern por 17 anos, e inclusive formulou a Teoria da Relatividade aqui, logo… ele está em toda parte. Essa casa foi o lugar onde a família dele morou por muitos anos. Hoje é um pequeno museu.

De museu para museu, foi direto para o maior da cidade, que estava tendo uma exposição temporária sobre… adivinha? A vida de Einstein. E no jardim, do lado de fora? O Parque da Física.

Mas, antes que se pense o contrário, o verdadeiro símbolo da cidade é o urso, porque o fundador da cidade saiu para caçar um dia e resolveu que o nome da sua nova cidade seria o mesmo que o do primeiro bicho que ele pegasse. Ele pegou um urso. E esses bichinhos estão por toda parte: bandeiras no meio da rua, bonecos na frente de restaurantes, estátuas das fontes e, finalmente, no Bear Pitt, onde eles são de verdade.

Depois fui direto pro Jardim das Rosas, cuja atração principal é, na verdade, a linda vista da cidade.

Pra terminar o dia bem… Jantar chiquérrimo seguido de show de Valéria Oliveira. Gil que estava produzindo e me convidou para ir assistir. Teve direito a parabéns para você para Gil, que tava fazendo aniversário. E todo mundo sambou no meio do bar e tudo!

Voltei para dormir na casa de Gil e no domingo teve almoço de aniversário muito animado e cheio de gente.

5a do vinho

Visitei os vinhedos que tem aqui perto de Lausanne com Denise e Mário. Tem foto, claro!

Eles ficaram frustrados porque só teve uma loja aberta, mas, pra mim, que não ia comprar nada mesmo, foi melhor assim. :wink:

Enfim, quinta-feira bem básica… :lol:

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QR no estilo suiço

Eu tenho amigos em Natal que adoram “quebrar a rotina” na segunda-feira. Acho que eles vão gostar de saber que, nessa segunda, eu fiz uma “QR suiça”: fiz um passeio de barco e fui visitar um castelo numa cidade próxima à Lausanne. Olha eu e Denise almoçando no barco

Foi meu primeiro castelo de verdade, já que o de Locarno era só a fachada mesmo. :wink:

O Château de Chillon foi construído em Montreaux em meados do século 12. Entre seus visitantes célebres estão Jean-Jacques Rousseau, Mary Shelley, Victor Hugo, Alexandre Dumas e Byron. Esse último escreveu um dos seus poemas mais famosos, “Le Prisonnier de Chillon”, inspirado pelo Castelo.

Fotinhos da porta pequeninha (tudo dentro do castelo era pequeno), dos desenhos da parede do calabouço, das armaduras dos cavaleiros e da vista da janela. E especialmente para Fernando: uma pessoa pescando perto do castelo!

Tudo teria sido muito tranquilo se o barco que faz o trajeto não tivesse quebrado… calma, eu não estava dentro, mas fiquei esperando uma hora sem nenhuma notícia na frente do Castelo… :roll:

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Sessão de quarta

Minha primeira ida ao cinema na Europa. Woohoo! Demorou tanto porque aqui em Lausanne é très dificille achar filmes na língua original com legendas em francês. Todos são dublados. Pode uma coisa dessas? Hoje resolvi enfrentar o problema e fui assistir Ratatoulle com Denise. Desenho animado sempre tem uma linguagem mais fácil, né? Pas mal.
Assistimos o ratinho, mas tiramos foto com os Simpsons! hehehehehe.

Cidade grande, país pequeno

Atravessei a Suiça. Levou umas duas horas e meia. Igualzinho o Brasil, hein?

Sexta-feira sai direto da aula pra estação e embarquei num trem com duas conhecidas: Denise, brasileira, e Anna, suiça-alemã que mora em Winthertur, uma cidade a 20 minutos de trem de Zurich. Anna foi a anfitriã do fim de semana e deixou a gente ficar na casa dela. Um pouco depois das duas da tarde já estávamos em Winthertur. Deixamos as coisas em casa e ela nos mostrou a cidade, do jeito dela: Ah, eu acho que ali é um museu, mas eu não sei o nome…; Isso parece que é um teatro, mas nunca fui; Essa rua eu conheço, é a rua das lojas! E lá se vai o resto da tarde olhando loja… :roll:

Bem, na casa de Anna só cabia mais uma pessoa, então Denise ficou lá e eu fiquei na casa do pai de Anna. Casa velha, mas muito bonitinha, com um jardim enorme e lindo e árvores de verdade. Tipo, dava para tirar uma maçã do pé e comer ali mesmo. Eles também plantam uva e temperos. Enfim, me deixaram lá mais ou menos às 19hs, e marcamos de nos encontrar às 21:30. Quando eu estava quase saindo, me ligam e dizem: mais meia hora… Nisso o pai de Anna estava na cozinha (que é do lado da porta de saída) e pergunta se eu quero jantar. Hm, jantar de graça? Beleza! hehehehehe.

Finalmente saí­mos com três amigas dela. Fomos para um barzinho. Denise reclamou que queria dançar, então mudamos de lugar… pra outro barzinho pior ainda, que, claro, também não satisfazia o critério anterior. Na foto, da esquerda para a direita: Denise; eu; amiga de Anna que eu não decorei o nome; Tâmara, amiga argentina de Anna; Anna.

Sábado. Andamos um pouco mais nas lojas que Anna gosta (como se a sexta não tivesse sido suficiente) até a hora do cabelereiro de Denise. Ela está aqui na Europa há quatro meses e estava querendo aparar o cabelo. Bem, enquanto as duas ficavam lá, fui olhar um pouquinho o que tinha ao redor.

Hora de ir para Zurich! Woohoo… certo? Saímos da estação e demos de cara com a rodagigante. Pelo menos isso foi legal.

Continuamos andando pela cidade. Outro citytour parecido com o da sexta: Ah, ali é uma igreja, ali é outra, e ali é outra, mas não sei qual é qual. Só tinha uma coisa que ela sabia onde era: Bahnhofstrasse, a rua mais cara da Suiça (uma das lojas). Outra coisa que ela também sabia onde fica era a loja de chocolate mais famosa e cara da Suiça, a Sprüngli. Bem, a gente também andou um pouquinho (quase nada) pela pela beira do lago

3:30 e Anna diz: ah, agora a gente vai pro jogo de futebol do amigo do meu namorado. Hm… vamos não? Eu disse que, se não fosse problema, preferia ficar em Zurich (já que não tinha visto nada da cidade). A outra brasileira deu graças a Deus, porque ela também não tava a fim de ir. Então ficamos as duas. Denise ligou pra um amigo que mora em Zurich e fomos esperar por ele num parque perto da estação de trem, mas não sem antes passar pelas Informações ao Turista na estação de trem e descobrir que estava tendo jogo de futebol de areia.

Bem, pelo menos esse sabia o que eram as coisas. Ele levou a gente para a Igreja Gross Münster (ou algo do Gênero), mostrou o maior relógio da Suiça, um pouquinho da cidade velha, uma amostra de campeões de patins que estava tendo no meio de uma pracinha (essa, segundo ele, é a campeã nacional atual). Depois fomos para o Theater Spektakel, que é um parque onde acontecem apresentações circenses ao ar livre.

À noite, de volta à Winthetur, Anna levou a gente para uma festa argentina. Bem, só era argentina porque estávam tocando música espanhola, porque de resto era igual ao barzinho ruim da noite passada… Aja paciência.

Domingo foi dia de cruzar a fronteira e ir para Liechtenstein! Para mamãe ficar feliz! :lol: Denise ia ficar em Zurich mas resolveu ir comigo de última hora. Anna não foi, ia voltar para Lausanne logo cedo de carro com um amigo que vinha dirigindo.

Para os meus amigos psicólogos: no meio do caminho… não tinha uma pedra, mas tinha uma cidade chamada Rorschach.

Liechtenstein é um paisinho de 34 mil habitantes. Segundo Thiago é só um pouquinho mais que São Miguel. :wink: A capital, Vaduz, só tem duas ruazinhas grandes (é, ruazinhas grandes, porque até essas duas eram muito pequeninhas). A pena foi que estava tendo uma chuvinha, então nos contentamos em só fazer o passeiozinho de tremzinho. Fiquei um pouquinho frustrada de não ter subido até o castelo, mas não tinha transporte até lá. E traking na chuva não rola, né?

Suiça com soutaque italiano

Era o último fim de semana do Festival de Cinema de Locarno. Tinha data melhor pra eu ir pra Suiça Italiana? :cool:

A viagem de trem Lausanne-Locarno é, no mínimo, estranha. Primeiro porque é necessário sair da Suiça pra entrar de novo… Segundo porque, bem, a primeira parte da viagem (até Domodossola, Itália) é linda e maravilhosa, mas de Domodossola à Locarno… bem, continua sendo linda, mas o tremzinho é muuuuuito devagar… e desconfortável pra caramba. Enfim, tudo leva quase cinco horas, se você tiver sorte (ou pesquisar muito) e pegar os trens mais rápidos.

Cheguei em Locarno às 15:55, louca pra assistir uma exibição de curtas em português às 16:15. Se fosse em qualquer outra Suiça, com certeza eu teria conseguido. Mas, como eu aprendi nesse fim de semana, era a Suiça Italiana…

Lição de Suiça Italiana #1:
É mais Itália que Suiça. Tudo vira uma bagunça e não existe indicação de onde é nada.

Tipo, vamos comparar, d’accord? Aqui em Lausanne, as informações ao turista são na própria estação de trem. Em Locarno, são escondidas dentro de um cassino que fica em outra praça e não tem nenhuma plaquinha avisando pra que lado os pobres coitados que vem de outro canto devem ir. :lol:

Pois é. Acabei indo atrás das informações ao turista e não consegui pegar os filmes. Paciência. Então resolvi olhar um pouco a cidade. Andei na beira do lago até o Giardini Jean arp, que tem esculturas desse artista espalhadas entre as flores e as árvores.

Dois trens e uma hora depois eu estava em Lugano, onde ficava o albergue (meu primeiro albergue!). Fiz meu check-in, me acomodei (ou seja, tranquei tudo no armário com cadeado) e fui arrumar jantar na cidade. Não é que estava tendo um festival de música latina no meio de uma das praças? Bailamos era o nome do evento. Comi uma piadina (minha primeira piadina! …e provavelmente última também), olhei os suiços tentando dançar música espanhola, e fui olhar o lago (será que a Suiça é na verdade um conjunto de lagos?). Acabei já localizando as informações do turista de lá (que, claro, estava fechado), para facilitar minha vida depois.

No sábado, acordei e voltei direto para Locarno. Fui assistir um documentário: Someone Beside Me, produção suiça, sobre psicose. Muito bom. Quase não consigo chegar a tempo por causa da enrolação do povo do festival e da falta de sinalização da cidade, mas no fim deu certo.

Acabado o documentário, fui passear pela cidade com meu mapinha na mão e minha curiosidade como guia (já que um de verdade eu não tinha). Vi o Castello Visconteo (meu primeiro castelo!), do lado de uma Igreja que até agora eu não sei qual é… Não entendi porque não podia entrar, mas tudo bem. Sai andando por trás e estava na Cidade Velha. Vi um monte de gente com maquina fotográfica na mão saindo de uma portinha… entrei e era a Igreja de São Francisco. Linda. Continuei na mesma rua e acabei na Biblioteca, mas não pude entrar porque tava interditada pelo Festival. A praça principal, Piazza Grande, também estava ocupada pelo Festival, mas não estava interditada.

Lição de Suiça Italiana #2:
As cidades são conjuntos de praças, como essa ou essa, e tem uma hora que você não sabe mais a diferença de uma pra outra.

Depois peguei o teleférico e fui ver a Madonna Del Sasso. Tanto a vista quanto a Igreja são muito bonitas. Esse passeiozinho me fez perder a outra sessão de curtas que eu queria ver, Leopardos de Amanhã (o leopardo é o símbolo e o prêmio do evento), mas valeu a pena.

Muito tarde pros curtas, muito cedo pro outro filme (que só era dai a quatro horas) resolvi não esperar e voltei para Lugano. Mas as informações turísticas já tinham fechado novamente, e eu nem mapa da cidade tinha. :???: Solução? Andar na beira do lago. hehehehehe. Sério, a questão é que os lagos são os centros das cidades, então com certeza eu acharia boa parte das atrações por ali. Andei até o Parque da Cidade. Um parque na beira do lago, imagine só. Com um portão que abre para o lago, um jardim de pontos de interrogação e uma musiquinha muito agradável de fundo… descobri que na verdade era ao vivo, mas ninguém estava assistindo. Eu me sentei para assistir um pedacinho, mas uns 15 minutos depois o show acabou (será que foi porque eu sentei? hehehehe).

Continuei minhas andanças pelo lago e achei um tremzinho turístico pronto para fazer a última viagem pela cidade. Subi à bordo. Foi muito rápido, só 40 minutos, mas acabei descobrindo muito o que fazer no dia seguinte…

Domingo. Dia de conhecer Lugano. Comecei a andar pela cidade antes da minha amiga informações ao turista abrir. :roll: Então resolvi seguir andando pelo lado oposto do lago.

Estava eu procurando o teleférico que o tremzinho tinha me mostrado, quando, novamente, vi um monte de gente com câmera na mão e cara de turista saindo de uma reforma e seguindo um guia. Resolvi entrar. Era outra igreja, a da Santa Maria degli Angioli, que tem uma pintura deslumbrante na parede.

Lição de Suiça Italiana #3:
As Igrejas não são como as suiças, são como as italianas… ou seja: de cair o queixo.

Seguindo mais um pouco vi outro jardim parecido com o Jean Arp, uma estátua de George Washington (não me pergunte o que estava fazendo por lá), uma piscininha com uma estátua aquariana (hehe!), uma arvorezinha estranha (de novo, não pergunte) e direções para uma Vila Malpensata.

Finalmente, o teleférico de San Salvatore. Outra Igreja, e outra vista panorâmica, dessa vez a cidade de Lugano e vizinhanças (claro) e dos 50 lagos e rios que tem em volta. Quanta água!

Depois do teleférico voltei andando até as (isso mesmo) informações ao turista. Peguei um mapa e, surpresa, já tinha visto tudo o que tinha pra ver na cidade. hehehe. Então comecei minha viagem de volta. Peguei os primeiros dois trens para Locarno, mas cheguei lá quase uma hora antes do horário do próximo trem para Domodossola, então fui me despedir da Suiça que tem sotaque italiano tomando sorvete e olhando pro lago. :wink:

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cidade internacional

Sábado em Genebra. Sai de casa 8 da manhã, peguei o trem e cheguei em Genebra um pouquinho depois das 9. Genebra é do lado oposto ao Lago Lecman, e, como Lausanne, boa parte da cidade acontece na beira do lago.

Bem, fui direto pegar mapas e afins no centro turístico, e aproveitei para pegar o walking tour das 10hs. Passeamos pelo centro antigo, que, segundo a guia, ainda conserva algumas das paredes da época medieval.

Outros pontos importantes: a catedral (por dentro e por fora), a igreja calvinista (por dentro e por fora) e a Place du Boug-de-Four. Ah, e se não me falha a memória, o Acordo de Genebra foi assinado aqui.

Depois disso continuei por conta própria com algumas pessoas que eu conheci no citytour e que também estavam viajando sozinhas. Fomos ao famoso relógio das flores e, depois disso, visitamos as organizações internacionais que tem sede em Genebra:

  • a Cruz Vermelha, que abriga um museu — respondendo a perguntas, esse meu novo amigo é Jean Henri Dunant, fundador da CV e o primeiro ganhador do Nobel da Paz
  • e a ONU, que não é um museu, e sim a sede, mas que, sinceramente, podia ser um museu (hehehehe), já que a maior parte das coisas que mostram pra gente são presentes que a ONU ganhou no decorrer do tempo — eis o brasileiro.
  • Agora eu sendo importante, no auditório de reuniões da ONU. :razz:

    Essa foto, inclusive, me custou não ver o finzinho do tour. Mas me disseram que era só mais uma sala cheia de pinturas que foram presente da Espanha, então acho que valeu a pena. :cool:

    Ah, depois disso cruzei a fronteira com a França (olha a prova!) e subi num teleférico… Pense numa vista linda de Genebra.

    Voltei para a Suiça disposta a fazer passeios de trenzinho ao redor do Lago, mas, para minha surpresa, estava tudo fechado. Não é que estava tendo festa de rua em Genebra? Um monte de barraquinhas ao redor do Lecman, de todo tipo de coisa (inclusive churrasco), uma avalanche de gente na rua… Andei na Roda Gigante típica da cidade e num brinquedo chamado “Around the World”, fiquei admirando e tirando foto com o Lecman por um tempinho, depois voltei pra casa exausta e mal conseguindo andar, com bolha nos pés. Dormi o domingo quase todo, mas foi muito bom.

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    premier août

    Primeiro de agosto é feriado nacional na Suiça. Dia da fundação do país, ou, como eles chamam o “aniversário da Suiça”. Qualquer cidadezinha tem festa no meio da rua, e claro que em Lausanne não foi diferente. Então… festa! Woohoo!

    Mas como descrevê-la? Bem, a atração principal eram os fogos de artifício. Fora isso, tinha várias barraquinhas ao redor de um palco, alguns brinquedos de parque de diversões ao fundo, junto com uns DJs… Mas vocês notaram o detalhe? No meio da praça, na frente do palco, todo mundo estava sentado. Muito estranho isso.

    Enfim, e como tem brasileiro em todo canto… Barraca brasileira logo na entrada. Preço da caipirinha? 10 francos suiços. 17 reais!

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