Do teto da Catedral

Dia 22 de dezembro come√ßaram minhas f√©rias de fim de ano… ou seja: vamos pro mundo! E agora √© hora de conhecer a It√°lia.

Avi√£o para Mil√£o. Cheguei no aeroporto j√° de noite, e encontrei tudo fechado. Nada de informa√ß√£o para turista, nada nem de informa√ß√£o pr√≥pria do aeroporto… :evil: bem, ainda consegui achar um trem direto para o centro da cidade e de l√° peguei um taxi at√© o albergue.

Fazer o check-in foi um trabalho à parte: me deparei com minha primeira lição de Itália: a maioria deles simplesmente não fala inglês. O check-in foi inteiro em italiano! Ou melhor, a moça tava falando italiano comigo, e já que ela não entendia inglês mesmo, eu comecei a responder em português. :lol: Bem, deu pra resolver o problema.

No dia seguinte eu consegui um mapa de Mil√£o l√° pelo albergue e fui passear… Fui √† Catedral, e confesso que minha parte favorita dela foi o telhado. Fiquei passeando por l√° um temp√£o. :wink:

Na frente da catedral estava tendo… uma gin√°stica organizada para papais noeis? :???: N√£o sei. O que eu sei √© que logo do lado tem uma das galerias de compras mais importantes (e chiques) da cidade. S√≥ tem loja de marca e, claro, car√©rrimas. Comprei uns clips diferentes s√≥ pra dizer que comprei alguma coisa. :lol: Almocei num restaurante que ficava meio por tr√°s e, como em todo lugar da Europa, o servi√ßo era p√©ssimo e muuuuuuuito demorado. Tanto que um italiano que estava almo√ßando na mesa do lado sugeriu que eu fosse embora sem pagar, de tanto que tavam demorando para trazer minha conta. :roll: Claro que n√£o fiz isso, mas que sugeriram, sugeriram.

Da galeria chique, para o camel√ī. As ruas de Mil√£o estavam cheias de barraquinhas vendendo besteirinhas… fui passear por uma delas para passar o tempo e dei sorte, porque fui dar de cara com a est√°tua de Garibaldi e o castelo! Mas n√£o tem nada de muito interessante dentro… Mentira. Tem um museu. Mas n√£o deu para eu ir olhar, porque j√° estava na hora de voltar para a esta√ß√£o e pegar meu trem para Verona!

Safra saíde cido habibe

Cido,

meu querido av√ī palestino de olhar penetrante e mente inquieta; de princ√≠pios √©ticos e morais inquestion√°veis e de um cora√ß√£o enorme.

Eu n√£o estava em Natal no dia 24 de dezembro, quando voc√™ partiu para sua nova viagem. Nem eu nem alguns de seus outros netos. Mesmo que n√£o nos fa√ßamos presentes fisicamente, pode ter certeza que nossos cora√ß√Ķes est√£o a√≠, com voc√™, com vov√≥ Mary, nossos pais, tios, primos, parentes e amigos. Ali√°s, n√£o preciso dizer isso, voc√™ sabe…

Nos vimos pela √ļltima vez no dia que viajei; passei em sua casa antes de ir para o aeroporto. Voc√™ n√£o estava podendo falar, mas nossos olhos se encontraram, e disseram muito mais do que conseguir√≠amos verbalizar. N√£o foi um momento de despedida, e sim de encontro, e de entendimento. Apesar das poucas palavras, lembro-me de ter dito que o amo, que me orgulho de ser sua neta, e que farei o melhor que puder para honrar a sua trajet√≥ria de vida e o que me ensinou.

Hoje, quero agradecer a Deus por ser sua neta e por ter podido usufruir tanto tempo da sua companhia, do imenso amor com que nos cercou, das muitas li√ß√Ķes de coragem, respeito e de amizade que nos deu ao longo dos anos.

Hoje, quero dizer a voc√™, Cido, que sou grata pela semente de vida que plantou e me gerou, e que ir√° perpetuar-se em meus pr√≥prios filhos e netos. Sou grata por ter vindo para o Brasil, permitindo que n√≥s nasc√™ssemos em um mundo de paz. Sou grata pelo exemplo de trabalho, for√ßa de vontade e de dignidade que nos deu. Sou grata pelas hist√≥rias que nos contava sobre nossa fam√≠lia e as tradi√ß√Ķes √°rabes, pelas conversas, brincadeiras, broncas e risadas que ficar√£o em minha mem√≥ria. Sou grata por sempre se preocupar mais conosco do que com voc√™ mesmo, e tentar nos apoiar para que nos tornemos pessoas cada vez melhores.

Voc√™ foi um av√ī maravilhoso, Cido!

Não falo árabe, mas gostaria de terminar dizendo algo na sua, aliás, na nossa língua natal. Safra saíde cido habibe. Allá Iekun maac.

(Boa viagem vov√ī querido. Deus o acompanhe.)

Sua neta,
Louise

winter wonderland

√ɬöltimo fim de semana de Denise na Europa… fomos passear na √ɬĀustria.

Mas pera√≠, vamos come√ßar do come√ßo. V√īo direto pra mim era car√≠ssimo comparado com fazer uma escala em algum canto. Traumatizada com a minha √ļltima tentativa, mudei a estrat√©gia: peguei um v√īo Valadollid-Londres de tarde e o outro, Londres-Bratislava, era s√≥ no outro dia pela manh√£. Isso, al√©m da seguran√ßa de n√£o perder o v√īo, me deu o luxo de passar mais uma noite em Londres. Eu e Denise, grandes f√£s de musicais, j√° combinamos ir para o teatro. S√≥ que nossos planos foram por √°gua √† baixo por culpa do tr√Ęnsito infernal daquela cidade de tardezinha… Meu √īnibus do aeroporto at√© o centro da cidade, que era para levar cerca de 50 minutos, levou mais de duas horas… o √īnibus de Denise de Cambridge para Londres, tamb√©m acabou atrasando mais de uma hora. Conclus√£o: perdemos a pe√ßa. Com nada para fazer, fomos tirar fotos na “ponte bonita”, coisa que nenhuma das duas tinha conseguido fazer antes.

Voltamos para o aeroporto e passamos a madrugada por l√°. Jantamos, passeamos, assistimos Hairspray (como sempre!)… at√© que a manh√£ chegou e embarcamos. Passamos o dia dormindo pelos cantos: no avi√£o, no √īnibus para o centro de Vienna e no trem para Salzburg. Chegamos no fim da tarde, em tempo para ainda dar uma passeada por alguns dos Mercados de Natal espalhados no meio da cidade.

O dia seguinte foi bem mais proveitoso. Fomos at√© Bad Gastein e passamos a maior parte do dia bricando de neve! hehehehehe! Olha eu fazendo “o anjo”! Olha eu descendo de treno! Olha eu fazendo um boneco de neve! √ī, vida boa…

S√©rio, a gente tava parecendo duas crian√ßas pequenas. hehehehehe. Mesmo assim, voltamos para Salzburg, passeamos mais um pouquinho nos Mercados de Natal (a inten√ß√£o era fazer um pequeno citytour da cidade, mas acho que uma foto com a est√°tua de Mozart e uma na frente da catedral n√£o contam…) e fomos dormir em Vienna. Mas, antes disso, viagem de trem chiqu√©rrima, (com direito a cabine pr√≥pria, tomada pro laptop e tudo), e jantar t√≠pico austr√≠aco!

O dia seguinte foi dedicado a explorar Vienna. Come√ßamos Visitando a catedral, que, nas palavras de Denise, √© “linda mas n√£o fotografa bem”. Depois seguimos o roteiro indicado pelo meu guia: andamos na rua chique at√© o castelo. Depois pegamos um bondinho, que apesar de n√£o ser tur√≠stico passa pela frente de quase todos os pr√©dios importantes, que √© um de cada estilo arquitet√īnico. Enquanto Denise brincava de marcar a rota do bonde no mapa, eu brincava de adivinhar de que estilo era cada pr√©dio. hehehehehehe. No meio do caminho… bem, n√£o tinha uma pedra, mas tinha v√°rios Mercados de Natal, e isso acabou desviando nossa aten√ß√£o… Fomos passear por alguns deles antes de continuar. Inclusive, comemos alguma coisa t√≠pica ai com chocolate quente. :) Depois das feirinhas, roda gigante, o que √© sempre divertido. :D

Antes de ir embora, uma passadinha para olhar para o Dan√ļbio Azul… que nem pareceu t√£o azul assim, mas talvez o fato de que j√° era noite tenha influ√≠do um pouquinho… hehehe.

PermaLink | Arquivado em: austria | 2 Comentaram »

que calor!

Puente na quinta, fim de semana prolongado. Sul da Espanha, l√° vamos eu e Fernanda.

As três cidades que nós visitamos, são, na verdade, bem parecidas. Todas tem as mesmas características: uma influência árabe pesada e muitas, mas muitas laranjeiras!

Primeira parada: Córdoba.

Ela tem umas ruazinhas estreitinhas e tanta cigana
no meio da rua que d√° medo… Aqui na Espanha elas sempre tentam dar umas plantinhas pra gente na tentativa de acabar roubando alguma coisa… ou pelo menos √© isso que sempre avisam pra gente. Enfim. Monumentos importantes da cidade? Uma
mesquita sem l√° muita coisa, um alcaz√°r com uma vista bonita (t√°, o jardim era legal tamb√©m), e uma catedral com um teto divertido. Tamb√©m tem uma pra√ßa que Cervantes mencionou em Dom Quixote… e a Plaza Mayor n√£o chega nem perto da de Salamanca. E a frase c√©lebre do Rei da Espanha est√° por todo lugar, inclusive nas paredes.

Segunda parada: Granada.

A maior parte do dia foi passado na Alhambra… na qual nem chegamos a entrar. Acredite, tentamos comprar os ingressos com mais de um m√™s de antecend√™ncia, mas simplesmente j√° estavam esgotados. Tivemos que nos contentar s√≥ com os jardins… que j√° s√£o muitos e muito bonitos.

Eles tamb√©m trazem umas vistas bem emolduradas da cidade junto. Depois da Alhambra, um breve passeio pelas ruas, com destaque para a panor√Ęmica mais legal da cidade.

Para finalizar o tour do Sul da Espanha, um dia em Sevilha.

Come√ßamos pela pra√ßa dos touros, com direito a ver a arena por dentro. Depois uma caminhada pela beira do rio, passando pela torre e indo at√© a Plaza de Espa√ɬĪa, que n√£o √© uma das Plazas Mayores desse pa√≠s, mas √© t√£o bonita quanto uma.

.

Em vez de ser quadrada, como uma Plaza Mayor, ela é em formato de meio círculo, e ao seu redor tem azulejos pintados para cada grande cidade espanhola. Esse é o de Salamanca.

Continuando o passeio, Catedral e Girona, ambas vistas por s√≥ fora porque estavam fechadas por causa do feriado. Ainda entramos no Alcaz√°r (de gra√ßa para quem √© estudante, diga-se de passagem), com os jardins tamb√©m bel√≠ssimos e enooooooooooooormes… s√©rio, a sensa√ß√£o √© que a gente tinha sa√≠do da cidade, chegado na √ɬĀfrica, talvez. E essa passagem, com certeza, dava no Amazonas.

Para terminar bem o dia (e o tour), show de flamenco sevilhense!

filme do Tim Burton

Mochilinha arrumada, passagem comprada, tudo pronto para ir para Vienna. Sai de Salamanca no √ļltimo trem para Madrid, me encontrei com Fernanda e passamos a noite no aeroporto, j√° que o v√īo saia √†s 6 da madrugada. Beleza. Dormimos no ch√£o. Paci√™ncia. “Acordei” com dor de cabe√ßa e com a garganta ruimzinha. Claro. At√© a√≠ n√£o estava reclamando. Pegamos o v√īo, chegamos √† Barcelona, para finalmente pegar o v√īo para Vienna. S√≥ que, detalhe b√°sico, t√≠nhamos que trocar n√£o s√≥ de v√īo, mas de aeroporto. N√£o precisa nem dizer que isso foi um desastre, n√©? Corremos muito, mas chegamos no aeroporto de Girona 15 minutos depois que o v√īo saiu… :mad:

E agora? Bem, como ainda n√£o conhec√≠amos Barcelona, ficamos por l√° mesmo. Depois dessa brincadeira de ficar passeando em aeroporto, j√° era finzinho de tarde. Ent√£o fomos andar. Come√ßamos na Plaza Catalunia e fomos caminhando pela Ramblas, que √© cheia de gente, n√£o s√≥ pedestres mais tamb√©m artistas de rua e quiosques vendendo de tudo, inclusive pintinhos. Quase uma festa de interior. Muito divertido. Descemos a rua toda, at√© o monumento √† Colombo e a beira o Mar Mediterr√Ęneo.

O sábado começa cedo. Sagrada Família logo de cara. Alguém me explica porque eu tive que pagar para entrar numa igreja que nem terminada está? Alguém? Porque eu não consigo. Tudo bem que é a obra-prima de Gaudi e tal, but still. A melhor parte foi subir no andar exterior de cima e bater foto da paisagem e dos vitrais. :mrgreen:

Segunda parada no tour de Gaudi: Parque Guell. Muito lindo. E n√£o paga para entrar. :razz: A parte das pedras √© muito legal, e os m√≥veis da casa de Gaudi podem ser estranhos, mas o p√°tio √© mesmo √ļnico.

Outras fotos célebres de Barcelona (e do Parque Guell): a onda e o dragão.

Continuamos com La Pedrera, onde o divertido mesmo √© o teto. :smile: Alguns exemplos. L√° j√° √© bem perto da Casa Batll√≥, que tem a fachada mais divertida que eu j√° vi. Me senti num filme de Tim Burton. Gostaria de ter entrado, mas cobrar 25 euros para entrar numa casa √© uma pr√°tica que eu n√£o apoio, logo… me recusei. :twisted: Mas assim mesmo, s√≥ a fachada j√° √© suficiente para justificar a viagem.

Para terminar o dia, passamos pela Vila Ol√≠mpica… a primeira coisa do dia que n√£o tem nada a ver com Gaudi. :lol:

Domingo de manhã, antes de ir embora, ainda visitamos a Catedral do bairro gótico, e confesso que foi uma das minhas catedrais favoritas na Europa inteira. Não pela igreja em si, mas pelo jardim. Olha que coisa linda!

Antes de ir para a estação de trem e encarar 11 horas de viagem de volta à Salamanca (com direito a três filmes para ajudar a passar o tempo), passada rápida pelo Arco do Triunfo, só para matar as saudades do irmão francês dele.

Portugal, take 2

Sexta-feira e sem planos para o fim de semana… Fui na esta√ß√£o de trem e comprei uma passagem para Portugal.

Sai no s√°bado de manh√£ bem cedinho no pior trem da Europa inteira. Fui at√© Coimbra. Primeira coisa a fazer, como sempre: procurar as informa√ß√Ķes ao turista… s√≥ que isso se provou um trabalho imposs√≠vel. Tinha o endere√ßo de dois pontos. Quando cheguei ao primeiro, haviam se mudado… Fui ao segundo: mesma hist√≥ria. Dessa vez tinha um mapinha para dois novos locais… Vale. Bati foto do mapa e fui seguindo at√© o novo primeiro… s√≥ que o local simplesmente n√£o existia.

Nessa altura do campeonato, eu j√° tinha andado a cidade praticamente toda. J√° tinha passado por: Pra√ßa da Rep√ļblica, arqueduto e est√°tua a Jo√£o Paulo II, Pra√ßa Dom Dinis e universidade (confesso que adorei o telhado colorido

Ent√£o entrei na biblioteca da universidade e acabei conseguindo um mapa por l√°… Mas o outro ponto de turismo estava muito longe, as ruas estavam muito vazias e o √ļltimo ponto tur√≠stico que eu queria visitar tamb√©m estava meio fora do alcance… desisti e peguei um √īnibus para a esta√ß√£o de trem… e peguei o primeiro para F√°tima.

Aqui vale dizer que (a) eu n√£o tinha planejado ir √† F√°tima, ent√£o n√£o tinha estudado o meu guia e (b) eu ainda n√£o sabia onde iria dormir naquela noite. Ent√£o, durante a viagem de trem, liguei para vov√≥, que tem uma amiga no Porto, para ver se eu podia dormir por l√°… Mas vov√≥ n√£o estava conseguindo falar com ela.

Bem, voltando √† F√°tima… Se algum dia voc√™ for √† F√°tima, n√£o v√° de trem. Permanentemente proibido. Porque a esta√ß√£o √© muuuuuuuito, mas muuuuuuuito longe do santu√°rio, ent√£o a pessoa fica obrigada a pagar um t√°xi pra chegar at√© l√°… Uma droga. :roll: Mas o santu√°rio √© muito bonito mesmo. E enorme!

Acabei conhecendo um senhor de uns 70 anos que foi me explicando tudo enquanto me contava toda a sua vida. Hora de se lembrar que eu sou psic√≥loga formada? hehehehehehe. Mas foi √≥timo, j√° que ele, al√©m do santu√°rio, me mostrou onde era a rodovi√°ria (e me poupou um dinher√£o na brincadeira) e o supermercado (para comprar mantimentos para a viagem! hehehe!). Ele tamb√©m me disse que n√£o me preocupasse com lugar para ficar no Porto. Que era s√≥ eu sair na rua da esta√ß√£o onde o √īnibus ia me deixar e entrar em qualquer um dos lugares com placas de “resid√™ncia” — e ele inclusive me recomendou uns nomes que ele lembrava. Bem, dito e feito. O primeiro que eu vi era S√£o Jorge, um dos nomes que ele tinha mencionado. Por fora essas “resid√™ncias” parecem pequeninas e meio malcuidadas, mas como o senhor disse que n√£o tinha problema… Entrei. Vou te contar, ainda n√£o tinha dormido t√£o bem e t√£o barato em toda a Europa.

Domingo no Porto. Acordei sem mapa da cidade e sem saber direito nem onde eu estava. Sai da “resid√™ncia” e dei de cara com um daqueles √īnibus de turista. Entrei sem pensar duas vezes e fui seguindo o trajeto. Passei pelo Pal√°cio de Cristal, onde estava tendo uma exposi√ß√£o muito boa (que vai rodar toda a Europa) sobre DaVinci. Depois passeamos pela beira do rio e pelas pontes.

E especialmente para Fernando: gente pescando aqui também. hehehehehe.

No meio do caminho conheci uma brasileira por l√° que tamb√©m estava fazendo o passeio (claro!) e acabamos o passeio ao mesmo tempo. Ent√£o fomos ver a tal √ɬĀrvore de Natal da qual os portugueses n√£o param de falar. √Č a maior de algum canto… Portugal? Europa? Mundo? hehehehehe. Ouvi todas as possibilidades, mas creio que do mundo n√£o √©. Um guarda me disse que a do Brasil era maior. Enfim, √© o primeiro ano que fazem isso e acenderam h√° pouco tempo, ent√£o no hor√°rio marcado para ela come√ßar a piscar, tem um monte de gente no meio da rua olhando para a √°rvore. Sem contar que o engarrafamento que est√° ocorrendo porque os carros simplesmente param para olhar a √°rvore e bater foto… tsc tsc tsc. Coisa de portugu√™s mesmo.

Falando nisso, a maior coisa de portugu√™s de toda a viagem: achar a rodovi√°ria para voltar para casa, que n√£o era a mesma em que cheguei. O √īnibus saia √†s 21hs. Comecei a procura √†s 17h, pelo escrit√≥rio da pol√≠cia do turismo. Eles me indicaram um lugar. Fui. N√£o era l√°. Me mandaram para outro. Fui… e tamb√©m n√£o era l√°. Me mandaram para o outro lado da cidade… ainda bem que dessa vez era. Cheguei l√° √†s 20hs. J√° pensou se n√£o tivesse ido procurar com tanta anteced√™ncia? :roll:

cidades medievais

Em dois fins de semanas seguidos fui à duas cidadezinhas medievais aqui por perto.

A primeira foi Toledo, que tem uma muralha muito bem conservada rodeando toda a cidade. Claro que √© a primeira coisa que se v√™ quando se chega na cidade, e, na minha opini√£o, tamb√©m √© a que mais chama aten√ß√£o no local. Fora isso, tamb√©m visitamos a catedral… e l√° dentro eu e Mariana, outra brasileira que tamb√©m foi, nos perdemos do restante do pessoal. Ent√£o andamos um pouco pela cidade por conta pr√≥pria e tiramos um monte de fotos… hehehehehe. Mas, vai, tamb√©m n√£o √© como se a cidade tivesse muito mais o que ver fora isso… :razz:

Segunda viagem: Seg√≥via. Dessa vez fui s√≥ com duas brasileiras, Luciana e Isabella. Luciana √© da minha sala… e de Natal! E ainda por cima foi aluna da minha m√£e! Que coincid√™ncia! Mas, voltando, Seg√≥via… Ent√£o, o arqueduto √© legal. :wink:

Fora isso, passamos na frente do Alcazar, que foi a primeira coisa que parece um castelo de conto de fadas que eu vi na Europa, mas n√£o entramos. Mesma coisa na catedral. Ah, aqui tudo paga para entrar (um absurdo! eu n√£o paguei para entrar na Notre Dame, porque vou pagar para entrar nessa?), e nada disso √© especialmente famoso, ent√£o nos contentamos em ver de fora… Ah, segundo Luciana, essa casa tamb√©m √© famosa, apesar de eu n√£o ter entendido bem porqu√™. Bem, claro que ai sobrou muuuuuuuito tempo, ent√£o ficamos jogando papo pro ar sentadas nos p√©s do arqueduto.

vida aqu√°tica

Segunda semana, segundo desastre aqu√°tico…

Estava eu muito bem no meu quarto, quando come√ßo a ouvir um barulho estranho vindo do chuveiro (sim, meu quarto tem chuveiro e pia, mesmo sem ter banheiro). Ignorei. Mas o barulho n√£o passava… Quando finalmente fui ver o que era, encontrei meu chuveiro inundado! A √°gua tinha subido n√£o sei como… Ai a dona da pens√£o come√ßou a mexer, com e sem um desentupidor… quando a √°gua come√ßou a baixar, a minha vizinha do lado aparece no corredor, ainda enrolada na toalha. A √°gua tinha come√ßado a subir no quarto dela! Ai ficou naquela brincadeira… quando baixava aqui, subia l√°… baixava l√°, subia aqui… Quando finalmente baixou aqui e l√°, escutamos a campainha… s√£o as vizinhas de baixo, para contar que est√° tendo um vazamento enorme l√°! Depois de muita confus√£o, resolveram chamar um encanador. S√≥ que isso j√° era de noite… Para n√£o ficar no meio da confus√£o, resolvi sair com o pessoal e quando voltei j√° estava tudo bem. Depois fiquei sabendo que o encanador tinha acabado de ir embora quando eu cheguei, e tinha passado a noite por l√°! :lol:

Sério, depois disso, cheguei à conclusão óbvia que tudo acontece na Espanha.

meu primeiro puente

Ent√£o, feriado na quinta… Para aproveitar o puente, Fernanda veio √† Salamanca na sexta. Como eu ainda n√£o conhecia os pontos tur√≠sticos, aproveitamos e fizemos um citytourzinho… O curioso √© que as coisas mais importantes de Salamanca s√£o os detalhes, como o astronauta da fachada da catedral, a r√£ da fachada da universidade, as conchas da “Casa das Conchas”… Mas confesso que, para mim, o lugar mais bonito da cidade √© mesmo a Plaza Mayor.

No s√°bado, exploramos Madrid. Fernanda t√° morando aqui h√° alguns meses e foi minha guia particular. Come√ßamos pela Puerta del Sol, com a est√°tua do ursinho e o marco zero. Depois andamos at√© a Plaza Mayor de l√° (parece que toda cidade espanhola tem uma…). Da√≠ passamos na frente do pal√°cio, mas a fila para entrar estava dando volta em quarteir√£o… ent√£o passamos direto para a catedral. Depois seguimos para os jardins que eu j√° esqueci o nome… (Fernanda, me d√° cola? :oops: ) Depois a pra√ßa que tem as est√°tuas de Cervantes e Dom Quixote e Sancho Pan√ßa. :mrgreen: Para terminar o dia, fomos at√© a Plaza de Toros, onde, como o nome j√° diz, acontecem as touradas. Mas tinha um circo (!) montado na frente e estava fechada para visita√ß√Ķes… Ent√£o tivemos que nos contentar com a foto por fora mesmo.

De noite Fernanda me levou para sair com as amigas dela. Jantamos na casa de Elena, espanhola, que depois nos levou para uma festa cubana onde tocavam salsa. E no final da noite, tradi√ß√£o espanhola: chocolate con churros! No outro dia, era hora de voltar para Salamanca… o que se provou uma tarefa mais dif√≠cil do que se pensa. Fiquei feito uma bola de ping-pong da esta√ß√£o de trem para a de √īnibus procurando passagem… at√© que finalmente consegui uma para um dos √ļltimos trens da noite, e ainda tendo que trocar em √ɬĀvila… mas paci√™ncia. Pelo menos cheguei, e agora aprendi que Espanha n√£o √© Sui√ßa, e passagem de trem tem que ser comprada com anteced√™ncia para n√£o correr o risco de simplesmente n√£o ter!

Balde d’√°gua na cabe√ßa

Primeira semana espanhola bem agitada.

Fato engra√ßado #1: Cheguei no s√°bado, e no domingo entraram no hor√°rio de inverno… logo, deveria ter atrasado meu rel√≥gio em uma hora. Mas ningu√©m se lembrou de me avisar isso… Ent√£o passei mais de uma hora sem saber se tinha ou n√£o almo√ßo na resid√™ncia no domingo, para depois, quando eu desisti de esperar, virem brigar comigo perguntando porque eu ainda n√£o estava na mesa. :!:

Fato engraçado #2: Vou pra aula na segunda-feira e já descubro que já tem um feriado na quinta. Como assim? Eu mal tive aula!

Fato engra√ßado #3: V√©spera de feriado, saio com minhas colegas de turma. Em determinado momento, sentamos na cal√ßada para jogar conversa fora e, cinco minutos depois, sentimos aquela coisa fria na cabe√ßa. √ɬĀgua! Jogaram um balde de √°gua nas cabe√ßas da gente! :lol: Pra quem achava que isso era estere√≥tipo de filme…

¬ę Previous Page ‚ÄĒ Next Page ¬Ľ